terça-feira, 9 de maio de 2017

A culpa é da falta de tempo!

O estresse e a falta de tempo virou justificativa para todas as nossas falhas. 

Quer ver?
Se você não pratica atividade física… É por falta de tempo. Se engorda e adoece é por causa do estresse.
Se não se alimenta direito… É por falta de tempo. Se tiver azia e má digestão é por causa do estresse.
Se não procura os amigos… É por falta de tempo. Se eles te tratam com indiferença é por causa do estresse.
Se tratar com rispidez quem gosta… É por falta de tempo. Se ficam magoados contigo é por culpa do estresse.
Se não namora mais… É por falta de tempo. Se o coração entristece é por causa do estresse.
Se não cozinha mais os pratos favoritos… É por falta de tempo. Se perde o prazer em comer é por causa do estresse.
Se não lê mais livros interessantes… É por falta de tempo. Se me irrito com as bobagens da internet é por causa do estresse.
Se não assiste mais filmes bons… É por falta de tempo. Se não tem mais paciência para as incoerências das novelas é por causa do estresse.
Se não dança mais… É por falta de tempo. Se esquece dos passos é por causa do estresse.
Se não canta mais… É por falta de tempo. Se esquece da melodia é por causa do estresse.
Se não estuda mais… É por falta de tempo. Se não compreender direito é por causa do estresse.
Se não se cuida mais… É por falta de tempo. Se sua autoestima cair é por causa do estresse.
Se eu não escrevo mais com tanta frequência neste blog… É por falta de tempo. Se meus poucos leitores fieis reclamarem, aí posso dizer... é por causa do estresse.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

A tecnologia nossa de cada dia

Ainda ontem o mundo era diferente. 

Hoje, cedo acordamos, abrimos a janela do quarto e nos deparamos com um universo ao nosso alcance, de um jeito que nunca imaginávamos encontrar.
Até ontem a pesquisa era feita na biblioteca da escola. Hoje você chega na faculdade e o professor cita um autor qualquer durante a aula e no mesmo instante o Google nos apresenta diversas páginas de sua biografia completa, via celular. E isso é muito bom.  Facilitou nossa vida, a troca de informações e a propagação do conhecimento.
Além de nos apresentar o mundo, o avanço dessas novas tecnologias também nos permitiu difundir nossas ideias em poucos segundos para milhares de pessoas, seja através de um artigo de relevância científica, de um blog qualquer ou de um curto post no Twitter, Facebook... Com isso também passamos a ter o poder de influenciá-las, instigá-las, criticá-las e até mesmo ofendê-las, sem mesmo sair de nossas casas.
É inegável que muita coisa mudou em muito pouco tempo. Mas é preciso considerar que a palavra ainda possui força imensa e continua inteiramente ligada às relações de poder, sendo instrumento importante nas relações humanas.
Assim, quem tem o dom da palavra ainda possui a capacidade de conquistar, seduzir, distorcer realidades, iludir pessoas, magoar, oprimir e, por vezes, até humilhar. Algumas vezes com intenção de fazê-lo, outras, simplesmente por extrapolar o modo como expõe seu pensamento ao outro. As redes sociais, nesse contexto, estão à mercê do nosso bom senso – que, infelizmente, nem sempre acorda de bom humor.
A verdade é que a tecnologia avançou numa velocidade incompatível ao nosso próprio desenvolvimento e nos pegou meio despreparados. Mas de tudo que foi feito e dito, o que fica é que ainda temos um longo caminho a percorrer até encontrarmos um ponto de equilíbrio. Não me perguntem onde fica, também não sei dizer. Sou do tempo em que trocar bilhetinhos durante a aula era a forma mais rápida de comunicação com os colegas.
Mas sei que até lá, muitas farpas serão trocadas via Facebook, muitos conflitos e ultrajes serão disseminados, muitas feridas ainda serão abertas. 

Que saibamos educar nossos filhos para lidar com este mundo novo, porque nossa geração foi pega de surpresa e ainda está engatinhando neste caminho onde as regras de convivência parecem muito diferentes das que aprendemos com nossos pais. E como!

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Coisa de afinidade, entende?

É desse jeito. Tem pessoas que a gente simplesmente gosta de cara. Outras, nos conquistam com o tempo. E têm aquelas que a gente tolera em nome da moral e dos bons costumes. Sabe como é, né?
Esse lance de afinidade é mesmo muito estranho, não acha? 

Como é possível você conviver uma vida inteira com alguém sem nunca ter nenhuma queixa e, bastar apenas dez minutos com outra pessoa, para ela te deixar muito aborrecido?
É claro que também existem aquelas suas qualidades que atraem novos amigos e, ao mesmo tempo, irritam outras pessoas ao seu redor. É fácil perceber. O seu perfeccionismo pode ajudar no seu trabalho, mas ser um problema na sua vida social. Todos nós temos um lado assim, que agrada e também desagrada, embora não aceitemos com tanta facilidade.
Existe aquela teoria de que odiamos alguém porque identificamos nela algo que gostaríamos de ser ou porque enxergamos nela algo que não admitimos em nós mesmos. Será?
Eu, particularmente, não suporto atitudes egoístas. A falta de senso coletivo dos outros me incomoda muito. Vai ver então seja porque me preocupo demais com as pessoas ao meu redor e, por isso, fico sem entender quando vejo alguém focado somente no próprio umbigo. É. Vai ver é isso mesmo.
E você, o que te deixa possesso?

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Acabei de crer!


É difícil mesmo me iludir, porque não costumo esperar muito de ninguém. 

Odeio dois beijinhos, aperto de mão, tumulto, calor, gente burra e quem não sabe mentir direito rsrs. 

Não puxo saco de ninguém, detesto que puxem meu saco também. 

Não faço amizades por conveniência, não sei rir se não estou achando graça e não atendo o telefone se não estou com vontade de conversar fiado.

Na realidade, sou uma bagunça. Difícil de lidar. 

Me afasto do nada, mudo de uma hora pra outra e você fica se perguntando o que aconteceu. Depois disso, ainda volto como se nada tivesse acontecido. 

Faço você se desculpar, quando fui eu que errei. 

Não sei quais são os limites quando se trata do que eu quero e eu sou egoísta quando o assunto é quem eu amo. 

Ah!... pequenas coisas me machucam. 

Adoro receber elogios, mas fico sem graça e desvio do assunto quando recebo algum. 

Pois é! Faço tudo ao contrário e parece que faço pra te irritar, principalmente, quando você tenta mandar em mim. Ai complica. 

Sempre acho que não sou boa o suficiente. 

Pareço idiota por natureza, e faço questão de demonstrar isso junto da minha família e ao lado dos meus amigos. 

Resumindo: poucos, bem poucos mesmo, podem querer ficar perto de mim.

Mas, me assumo como sou e não sou de mudar para agradar. 

Portanto, só fica aqui, quem me ama de verdade. E quem deseja amores que não sejam verdadeiros, cheios de desejo, enlouquecedores, famintos de estar, querer e completar?


sexta-feira, 28 de outubro de 2016

À espera de alguém especial


Para que se questionar, buscar fundamentos onde não há? 
Espere! 
Tudo tem seu tempo certo. 
Então, no momento certo, alguém vai gostar de você exatamente do jeitinho que é. Com os teus defeitos e qualidades. 
E este alguém vai desejar estar contigo o tempo inteiro e, esteja certa de que, fará de tudo para garantir ser um dos motivos para o teu sorriso na maior parte do tempo. Alguém que vai cuidar de você e fazer qualquer coisa para te proteger. 
Alguém que vai sentir frio na barriga antes de te encontrar, que vai ficar com os nervos à flor da pele quando você demorar para responder a uma mensagem. 
Alguém que vai fazer questão de te levar e te buscar. 
Que vai convidar-te para um jantar no meio da semana ou um almoço de família no domingo. 
Alguém que vai sentir orgulho de você e comemorar junto contigo as tuas vitórias. 
Alguém que vai dar a vida por você, se necessário for. 
Não vai hesitar em fazer-te feliz, porque acima de qualquer crise, tu és tudo o que esse alguém vai querer.
Esse alguém vai descobrir os teus pontos fracos e conquistar-te por você simplesmente existir. 
Será um alguém que vai chegar como quem não quer nada e, num instante, tornar-se tudo. 
Alguém que, sem esforços, vai roubar o teu coração e dominar os teus sentidos. 
Vai fazer-te acreditar, mesmo quando perderes as esperanças. 
Alguém que vai aparecer para te fazer acreditar no amor e te mostrar o que é sentir-se amado, desejado, querido.
Alguém que te vai fazer apaixonar cada dia mais e te provar que é possível manter a chama da paixão acesa.
Alguém que te vai proporcionar o beijo mais viciante. 
Alguém que vai querer arrancar toda a tua roupa numa fração de segundos e deixar-te com a cabeça confusa, mas por outro lado, vai dar-te todas as certezas que tu tanto procuras na vida.
E então, seguimos à espera do momento certo, quando este alguém especial surgirá.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

AME, mas em liberdade!


Hoje quero lhe dizer o que sei sobre os relacionamentos de verdade, aqueles que dão sentido à vida. Simplesmente, são relacionamentos que desconhecem condições. Não existem limites, porque as relações baseadas no amor real - um amor que é verdadeiro -, são relacionamentos total e completamente livres.


A liberdade é a essência de quem somos. A liberdade é a essência do amor e as palavras amor e liberdade são ‘intercambiáveis’. Assim como a palavra alegria. Todas significam a mesma coisa e, acredite, a alma humana não pode ser alegre se for restringida ou limitada de algum modo.

Quando amamos, não procuramos limitar ou restringir de qualquer modo aquele que amamos. Quando amamos, desejamos para o outro o mesmo que queremos para nós, o que nos faça feliz, que nos faça sentir realizados. Afinal, tudo o que procuramos é alguém que nos permita (isso mesmo, NOS PERMITA) ter o que queremos da vida.

E é verdade que o mundo todo conspira para não nos deixar ter o que desejamos, a começar pelos nossos pais, desde muito cedo, com aquela frase: “Não, você não pode ter isso”. Depois vêm os professores na escola: “não masque chiclete na sala; não ria desse jeito, não pense daquela maneira, etc”. E restrições cada vez maiores vão surgindo.

E essas proibições persistem por muitos anos, com o mundo armando um jeito de nos dizer que não podemos ter o que realmente queremos, mesmo quando sabemos que somos capazes e que “tudo que pedirmos, crendo, receberemos”.

Então, quando investir num relacionamento, tenha certeza de que está sendo autêntico e nunca negue, nem por um momento, seu verdadeiro eu. E se o seu verdadeiro eu não for suficiente ou atraente o bastante para manter quem você ama em sua vida, então, deixe que se vá.

O relacionamento é uma experiência importante que devemos “investir” como uma maneira de descobrir quem realmente somos. E certamente, só conseguiremos isso sem restrições, sem limitações que ocultam o nosso verdadeiro eu e nos impedem de ser feliz.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

HOMEM COVARDE – mantenha distância!

Pode não ser uma regra, mas quase sempre que você sai de um relacionamento de onde vem do “fundo do poço”, surge outro “homem vala” disfarçado de “salvador da Pátria” para deixar claro que homem de verdade, sério e que pensa, é mais que um simples mortal entre milhões: é uma espécie em franca extinção.
A gente nunca sabe o porquê do “homem vala” ter aparecido e também, só é possível descobrir que foi mais uma vítima deste cruel covarde, quando ele parte os pedaços que ainda estão inteiros do seu coração. Ai, minha amiga, já era!
Tudo o que falam é a mais pura verdade do que sentem e fazem, mas quando repetimos exatamente tudo igual para eles, são capazes de dizer que nós, mulheres, temos o poder de inverter as coisas, dar duplo sentido as palavras, interpretar mal as coisas e por ai vai. Papo de “canalha escolado”, prestes a fazer uma nova e indefesa presa.
Pensei até em sugerir que uma editora fizesse um manual para as mulheres desavisadas. O objetivo seria prevenir o universo feminino de estar a mercê da ação deste tipo de homem - o que não quer compromisso com nada -, embora assuma que esteja “testando” a mulher. Isso mesmo, como fazemos ao entrar numa concessionária para experimentar um carro no test drive. Se servir, é com ele que fico. Se não atender minhas necessidades, tudo bem... Tem uma outra revendedora bem ali em frente, com modelos mais confortáveis, econômicos e uma maior variedade de, digamos, “opcionais”.
Homens assim são denominados como covardes, aqueles que têm um medo imensurável do chamado “compromisso”. Aliás, esta palavrinha assusta demais os machos. Soa como uma obrigação, um envolvimento além do que eles podem estar, porque na visão dos homens, junto com o compromisso vem um pacote promocional que inclui cobranças, fidelidade, respeito, carinho e, talvez, um amor desinteressado, do qual não estão acostumados.
Enquanto imperar o medo de se entregar de corpo e alma ao outro, sempre vai existir a privação de conhecer o amor e de saber como é desejar o bem de outrem da mais pura e verdadeira forma de gostar. Esse sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro é o que mais assusta o homem, mesmo que o amor seja apenas possível pela afeição, a amizade e a simpatia entre dois seres humanos.
As pessoas não namoram, noivam e casam num piscar de olhos. Isso é claro até mesmo para as crianças. No entanto, quando aceitamos a idéia de nos deixar envolver pelo outro, estamos apenas nos dando uma chance para saber se esse ato vai prosperar ou morrer na areia, como muitos outros. É um acontecimento natural.
O que uma mulher nunca espera é estar sendo testada, usada, enganada. E para o homem que age de uma maneira tão traiçoeira como esta, sendo desleal e medroso, demonstra apenas tratar-se de uma pessoa fraca, fiel apenas aos seus desejos e interesses e, que pouco se importa com o estrago que deixou para trás.
Pior que conhecer e ser vítima de um homem covarde e medroso, vamos confessar, é ter que ouvir frases do tipo: “Não era isso que eu queria”; “Não quero compromisso agora” e “Você estava muito apegada a mim, então me afastei, porque se a gente continuar se vendo vai ser pior”.
Ah, já ia me esquecendo. E quando o canalha covarde finaliza em tom de “sinto muito”? As frases são tocantes, pode acreditar, chega a comover: “Pelo menos estou sendo sincero com você e abrindo o jogo antes que se envolva ainda mais”.
A essa pobre e insignificante criatura, podemos deixar apenas a mensagem de que enquanto não se permitir ser amado, será tão pequeno quanto seus sentimentos, tão mesquinho quanto seus atos e tão infeliz, quanto as pessoas que passaram por sua vida e que poderiam lhe terem feito tão bem, pelo simples fato de desejarem te amar de verdade.

Carla Flávia Rangel Barreto
30 de outubro de 2006.