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terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Ferida, mas inteira!


Escrever por precisar fechar uma história com verdade, não com silêncio engolido. Ainda assim, dói. 

Eu te amo!

E talvez essa seja a frase mais dura de todas para escrever agora, porque amar alguém não deveria custar a própria integridade.

Durante muitos anos, eu permaneci num lugar que me anulou como mulher, como escolha, como projeto de vida. 

Permaneci porque amava, porque acreditava, porque ouvi inúmeras vezes “eu te amo” e quis acreditar que amor bastava. Mas amor, quando não se transforma em escolha, vira ferida. 

Fui colocada por anos num lugar de “quase”: quase esposa, quase esposa, quase prioridade, quase vida. E uma mulher que ama, que é mantida nesse lugar indefinido, inevitavelmente sofre quando o “não” se impõe definitivamente — mesmo que nunca seja dito em voz alta. 

Se eu não estivesse ferida, algo em mim estaria errado. 

Todo verão essa ferida se reabre. E não é apenas um evento isolado, é o retorno de um trauma. O meu corpo aprendeu a reconhecer a dor antes mesmo que eu consiga racionalizar. 

A estação que eu sempre amei, passou a me causar aversão, porque o corpo não esquece aquilo que a alma suportou por tempo demais.

Encerrar essa história não é apenas lidar com a perda de alguém. É fazer o luto da vida que imaginei, dos verões que nunca foram meus, do lugar de esposa que ocupei apenas nas minhas fantasias, alimentadas por palavras que nunca se transformaram em realidade. 

Isso dói de uma forma que não cabe em explicações simples. 

Hoje eu entendo algo fundamental: eu não fui menos amada. Eu fui insuficientemente escolhida. E isso não define o meu valor — define o seu limite. 

Define o quanto você conseguiu amar sem precisar abrir mão de nada, enquanto eu precisei abrir mão de mim. 

Essa relação me adoeceu. 

Não porque faltou sentimento, mas porque sobrou renúncia. Eu não consigo mais viver num lugar onde sou sempre a segunda escolha, onde o amor existe, mas nunca é inteiro, nunca é assumido por completo. 

Estou saindo não porque deixei de te amar. 

Estou saindo porque preciso me preservar, me respeitar e me devolver a dignidade emocional que perdi tentando sustentar algo que sempre me custou mais do que a você. 

Espero, sinceramente, que um dia você compreenda o peso das palavras que disse, das promessas que não cumpriu e do lugar em que me manteve por tanto tempo. 

Não escrevo para ferir, mas para que exista consciência — porque o que vivemos foi real, e as marcas em mim também são. 

A partir daqui, seguimos apenas como pais, com respeito e responsabilidade. Qualquer outro vínculo precisa terminar aqui. 

Eu sigo ferida, mas sigo inteira. E isso, para mim, agora é inegociável.  

segunda-feira, 14 de julho de 2025

Seja gentil: você não sabe a luta que o outro está enfrentando

Vivemos em um mundo cada vez mais acelerado, competitivo e impessoal. Muitas vezes, nos deixamos levar pela pressa, pelo estresse ou pela rotina e esquecemos, completamente, de um princípio essencial para a convivência humana: a gentileza.


É fácil julgar o comportamento de alguém que foi rude conosco, que se atrasou, que não respondeu uma mensagem, que parece estar distante ou até mesmo, impaciente. Mas e se por trás daquela atitude houvesse uma dor invisível? Uma batalha emocional, uma perda recente, um diagnóstico difícil, uma preocupação com um ente querido? A verdade é que há tantas pessoas carregando pesos e problemas que não conhecemos.

Alguns enfrentam doenças silenciosas, que ferem não só o corpo, como também a alma. Outros estão exaustos por noites mal dormidas, sobrecarregados por múltiplos papéis — mãe, pai, cuidador, profissional e possivelmente se desdobrando em áreas para agregar. Há quem lute contra a depressão, a ansiedade ou o luto, disfarçado de sorrisos, camuflando suas dores. E há aqueles que, mesmo em pedaços, continuam tentando dar o melhor de si.

Essas dores não se estampam no rosto. Elas não aparecem em redes sociais ou se revelam nas conversas superficiais. Por isso, é urgente desenvolvermos um olhar mais compassivo, menos apressado, mais humano.

Gentileza não custa nada, mas tem o poder de transformar o dia (ou até a vida) de alguém. Um “bom dia” com um sorriso, um gesto de escuta verdadeira, um elogio sincero ou simplesmente não responder com agressividade já pode fazer diferença.

Seja no trânsito, no trabalho, na fila do mercado, nas redes sociais — temos, todos os dias, inúmeras oportunidades de escolher a gentileza. Às vezes, um gesto gentil é a única luz no dia escuro de alguém.


Ser gentil não é ser ingênuo. É ser consciente. É entender que, num mundo onde todos enfrentam lutas pessoais, pequenas gentilezas se tornam grandes gestos de empatia. Gentileza não é fraqueza; é força. É maturidade emocional. É um ato de resistência num tempo de intolerância.

Da próxima vez que você estiver diante de alguém que agiu de maneira inesperada, respire fundo. Em vez de revidar, julgar ou ignorar, tente ser gentil. Talvez aquela pessoa só esteja pedindo socorro do único jeito que ela sabe.

Seja o alívio e não o peso, na vida de alguém.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

Dê valor ao que e a quem lhe faz bem


A vida é um sopro, breve suspiro. Portanto, t
enha a certeza de que só as coisas boas ocupam espaço na sua cabeça, em seu coração e no seu valioso tempo. Só o que te faz bem e motiva a ser melhor, merece seu tempo, dedicação e amor. 
 
Não permita que entrem na sua vida, se não fizerem por merecer estar com alguém tão bom, especial e único, como você. 

Não permita que limitem seu espaço, que digam como deve se vestir, que escolham o melhor corte ou cor para seu cabelo, que enumerem e destaquem seus defeitos e falhas sem apontar soluções que possam agregar à sua vida. 

Não permita, principalmente, que vetem ou impeçam de manifestar seu desejo e de expressar sua opinião.

A cada momento em que você deixa-se dominar, perde sua personalidade e acaba virando uma outra pessoa, apenas para agradar quem diz ser amigo.

Pense nisso!



Gratidão e prioridades: o que realmente importa na vida

Na correria do dia a dia, muitas vezes nos perdemos em preocupações e obrigações, deixando de lado aquilo e aqueles que realmente contribuem para nosso bem-estar. Seja no âmbito pessoal ou profissional, valorizar o que nos faz bem é essencial para uma vida mais equilibrada e saudável. No entanto, é comum que as pessoas só percebam a importância de algo ou de alguém quando já perderam. Esse comportamento pode gerar arrependimentos e uma sensação de vazio. Por isso, refletir sobre a importância do reconhecimento e da gratidão é fundamental para construir relações mais saudáveis e uma vida mais satisfatória.

Valorizar o que nos faz bem significa reconhecer a importância de situações, hábitos e escolhas que contribuem para nosso crescimento e felicidade. Atitudes como cuidar da saúde, cultivar boas amizades e investir no autoconhecimento são essenciais para uma vida plena. Muitas vezes, porém, as pessoas se deixam levar por distrações e prioridades impostas pela sociedade, esquecendo-se do que realmente importa. Estudos na área da psicologia positiva mostram que a gratidão e o reconhecimento são fatores determinantes para o bem-estar emocional, pois promovem um ciclo de reciprocidade e fortalecem laços interpessoais.

No que diz respeito às relações humanas, é essencial dar valor a quem nos apoia, respeita e deseja o nosso bem. Infelizmente, em muitos casos, as pessoas percebem a importância de alguém apenas quando já não podem mais contar com sua presença. A falta de reconhecimento pode gerar afastamentos, desgastes emocionais e arrependimentos futuros. Pequenos gestos de carinho e reconhecimento, como um elogio sincero ou um simples “obrigado”, fazem toda a diferença na construção de relações saudáveis e duradouras.

Além disso, valorizar o que nos faz bem envolve fazer escolhas conscientes e abrir mão do que nos prejudica. Muitas pessoas permanecem em situações tóxicas ou repetem hábitos nocivos por medo da mudança. No entanto, priorizar o que traz paz e evolução é um ato de autocuidado. Desenvolver o hábito de avaliar nossas decisões e identificar o que realmente agrega valor à nossa vida é essencial para evitar desperdício de tempo e energia com aquilo que não contribui para o nosso crescimento.

Dar valor ao que e a quem nos faz bem é um exercício contínuo de reconhecimento e gratidão. Pequenas atitudes podem transformar nossa forma de viver e nos relacionar, tornando a vida mais leve e significativa. Priorizar o que nos faz bem e cultivar relacionamentos saudáveis são pilares fundamentais para uma jornada equilibrada e feliz. Assim, ao invés de perceber a importância das coisas apenas quando as perdemos, devemos aprender a valorizá-las no presente, aproveitando ao máximo o que realmente importa.

💖💞

sábado, 1 de fevereiro de 2025

Feliz aniversário, meu amor!

 

Não há palavras suficientes para expressar o que você significa para mim. Desde que você entrou na minha vida, tudo ganhou mais cor, mais sentido, mais brilho. Você é o meu porto seguro, o meu refúgio nos dias difíceis e a minha alegria nos dias bons. Seu sorriso ilumina meu mundo, seu abraço é o lugar onde minha alma encontra paz, e seu olhar me faz sentir a mulher mais especial deste universo.

Você não é apenas o homem da minha vida, você é a própria definição do amor para mim. Sua presença me completa de uma forma que eu nunca imaginei ser possível. Cada momento ao seu lado é um presente, cada palavra sua aquece meu coração, cada gesto seu é um lembrete do quanto sou abençoada por ter você.

Eu quero que você saiba que, entre todas as pessoas neste mundo, foi você quem escolhi amar. E não apenas hoje, no dia do seu aniversário, mas todos os dias da minha vida. O meu amor por você é profundo, verdadeiro e eterno. Você é minha melhor escolha, meu sonho realizado, minha razão para acreditar que o amor existe e transforma.

A sua presença na minha vida é essencial. Sem você, tudo seria incompleto, como um céu sem estrelas, como um mar sem ondas. Você é meu melhor amigo, meu parceiro, minha paixão, minha morada. 

Eu te amo de uma maneira que vai além das palavras, um amor que se sente na alma, no olhar, no toque...

Nunca duvide do quanto você é importante para mim. Meu amor por você é imenso, inabalável e para sempre. 💙✨

sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

Diferenças entre namorar um menino e namorar um homem!

Pode até ser bonitinho, mas faz você sentir como se não fosse boa o suficiente. Já um homem te faz querer ser alguém melhor, porque tem um respeito genuíno por ele.

Um menino é possessivo. Um homem é protetor. E isso é bom demais!

Um menino faz você sentir que precisa minimizar suas realizações, para não o constranger. Um homem não é ameaçado por seu sucesso, mas orgulhoso e inspirado por ele. Quem impulso melhor?

Um menino preocupa-se com o seu próprio prazer. Um homem não pode apreciar a menos que você também possa. 

Um menino subestima você. Um homem não tem medo de te desafiar, porque sabe do que você é capaz.

Um menino vai estar interessado em sua vida enquanto puder obter algo dela. Um homem vai estar interessado em sua vida porque se preocupa com você e quer te entender mais profundamente como pessoa.


Um menino é ameaçado pela ideia de feminismo, convencido de que ser feminista o classifica como irritado, agressivo, e que odeia homens. Um homem entende que o feminismo é simplesmente a crença de que homens e mulheres são iguais.

Um menino acha que ele deve prover para você. Um homem sabe que um relacionamento significa que vocês dois estão provendo igualmente um para o outro.

Um menino engarrafa tudo, e dá uma bronca por conta da raiva ou outras emoções reprimidas. Um homem admite quando precisa de você e quando precisa falar, mesmo que o torne desconfortável.

Um menino está sempre pensando se poderia ou não fazer melhor. Um homem sabe quando tem algo bom em sua frente dele e nunca o toma como concedido.

Um menino dá desculpas. Um homem admite quando está errado, e sempre faz tudo que pode para corrigi-lo.

Um menino ou é carente ou impossível de segurar. Um homem sempre faz tempo para você, e ao mesmo tempo, certifica-se de ter uma vida fora do seu relacionamento.

Um menino só está interessado em beleza. Um homem aprecia sua beleza física, mas é mais atraído por sua personalidade.

Um menino acha que já sabe tudo. Um homem anda por aí com a mentalidade de que há sempre algo novo para aprender com todos que encontra.

Um menino se concentra no que ele quer agora, agora, agora. Um homem vive no agora, mas está sempre planejando para o futuro.

Um menino vai passar um tempo com os seus amigos – se gostar deles. Um homem vai passar tempo com seus amigos independentemente de seus sentimentos em relação a eles, porque se eles são importantes para você, são importantes para ele.

Um menino toma decisões precipitadas com base em seus desejos imediatos. Um homem entende o conceito de ser racional e ter prioridades.

Um menino precisa de você por causa de sua frágil autoestima. Um homem precisa de você, porque ele acredita que sua vida é melhor com você nela.

Um menino está preocupado com o que seus amigos acham sobre você. Um homem não se preocupa com o que as outras pessoas pensam, desde que vocês estejam felizes juntos.

Um menino está pronto para fazer qualquer coisa para conseguir o que quer. Um homem está pronto para amar sem hesitação.

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Amor merecido, verdadeiro, único!

 Enquanto as pessoas estiverem mais preocupadas em demonstrar aquilo que não são apenas para ser o que o outro espera ou quer, continuarão sendo seres frustrados, amordaçados, prisioneiros pelas limitações impostas, pela restrição até de pensamentos e opiniões. 


Aceitar e se manter nesta condição, revela quanta dependência - seja de amor, financeira e até por obsessão - um ser humano precisa ter para sentir-se vivo, ao mesmo tempo que destaca sua incapacidade de viver por si, amar-se, valorizar-se. 


A expressão "relacionamento abusivo" vai muito além da violência propriamente dita. Agressão física não é a única forma de violência: há a psicológica, a sexual, a moral e a patrimonial. E todas são consequências de um relacionamento abusivo. 


Triste é constatar que uma parcela das vítimas que se submetem a tudo isso, não consegue identificar que está vivendo esse tipo de relação. 


O controle disfarçado de ciúmes, a possessividade, as formas de cercear... são meios de tirar a independência e seus direitos de ir e vir, sem que a vítima perceba, deixando chegar a total dependência e, consequentemente, o medo, afinal, todo pensando, desejo ou uma negativa, gera briga. 


E, "em nome do amor", muitas mulheres seguem carregando nos ombros o peso de uma relação fria, triste, infeliz – até porque, foram ensinadas que é necessário abrir mão de coisas para fazer a união dar certo –, e com isso, vão se anulando, apagando, desistindo.


E quando a relação, ou melhor, a dependência sobrevive debaixo do mesmo teto, acaba contaminando quem mais estiver no ambiente, como os filhos. Na maioria das vezes, absorvem a infelicidade alheia, transformam-se em crianças tristes e crescem adultos frustrados, problemáticos. 


A felicidade está na paz de espírito,  no sorriso sincero, no amor retribuído, no abraço acolhedor, nas palavras que acalmam, na troca de boas energias... Em tudo isso, há amor, simplesmente porque, o amor não dói.

terça-feira, 12 de maio de 2020

Ninguém pode ser feliz por você!

     As fases da vida nos levam a acreditar na plenitude da felicidade que ela pode, um dia ser, intensamente vivida. Então nos lançamos vorazmente na missão de agarrar, com unhas e dentes, essa tal de felicidade que parece ser o baú do tesouro, a mina de ouro, um sonho.
     Nos aventuramos em amores que nos ferem a alma; alimentamos paixões adoecidas; tropeçamos; caímos e levantamos inúmeras vezes e, assim, seguimos em frente, com as tristes experiências, com a sensação de fracasso pesando nos ombros e sem coragem para reerguer a cabeça e encarar o mundo de frente.
     Leva um tempo até conseguir amenizar a dor que ainda insiste em magoar o peito, já tão surrado de outras batalhas. As marcas que trazemos na bagagem também pesam e por vezes nos permitimos que se transformem em lágrimas de um choro preso, sofrido. 
     Um dia de cada vez... Assim seguimos na incansável meta de conseguir viver a tal felicidade, não tão colorida, vibrante e perfeita como nos contos de fada, mas que nos faça sentir personagens principais de nossas próprias vidas e histórias. Não queremos estar no alto de um castelo à espera de um príncipe e nem mesmo beijar o sapo que será o amor das nossas vidas. Nós queremos realismo, verdade, sentimento, cumplicidade e nos sentirmos amadas, desejadas, valorizadas todos os dias por sermos exatamente como somos.
     Não há desculpas para não amar, não estar junto. 
     Não há justificativa para a ausência, falta de afeto, companheirismo, quando se diz amar.
     O amor não tem relógio e não tem a mínima noção de tempo, lugar, espaço. Ele surge, ele é... quando verdadeiro. 
     Você pode levar uma vida inteira se ferindo em espinhosos relacionamentos e simplesmente descobrir que tudo foi apenas uma lição da vida, porque seu único e verdadeiro amor estaria a sua espera no momento certo, quando você já estivesse preparada para recebê-lo, como um presente sabe? Aquele do lindo e enorme laço vermelho, que você vai desfazendo com um largo sorriso no rosto até a maravilhosa surpresa de abri-lo. 
     E você vai se questionar: "puxa! porquê depois de tanto tempo?" 
     Na verdade, irá se perguntar dia após dia, como se não quisesse aceitar tão facilmente que aquela pessoa, lá de trás, que fez parte do seu passado, poderia ser e completar o seu presente, a razão das alegrias dos seus futuros dias, até o fim da sua vida.
      Você vai chorar, se lamentar, passar noites em claro, porque no passado talvez tenha se negado em aceitar o que a vida já tinha deixado traçado, escrito: um caminho só, para vocês dois.
     E por mais que tenham surgido obstáculos, que o convívio possa não ser pleno/real, que as dificuldades existam e que não seja justamente como nos bons e belos contos de fadas, a história é única, apenas de vocês e ainda que não seja perfeita, é verdadeira e tem um ingrediente fundamental que nem mesmo os contos de fada têm: o amor. 
     Assim é o encontro de almas que se completam.
     Não questione mais, não se negue ser feliz. Aceite e dê o melhor que o amor pode lhe proporcionar: momentos plenos, sorrisos compartilhados, aquele abraço que mais parece um porto seguro, a voz amiga e leal que tanto esperamos em algumas passagens da vida...
     E não desista! Porque se a vida fez todo esse percurso para voltar ao início e lhe presentear com o que você merece, não foi à toa. Pode até não dar certo, afinal, amor não tem prazo de validade e não oferece garantias. 
     Mas pelo menos, você se orgulhará de ter tentado. ;)       

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Simples assim...

Chega um momento em que você só quer paz, boa companhia e tranquilidade; alguém disposto a lhe ouvir e ser abrigo quando tudo parece desabar ao seu redor. 

Você deseja dar um basta nos amores complicados e cansa das paixões desenfreadas... aquelas tais com prazo de validade. 


Você, então, quer alguém que compartilhe contigo a tão desejada paz e que lhe traga paz, com quem divida boas e deliciosas risadas, te abrace sempre forte, seja companheiro (a) e que, não precisa dizer que está ali do seu lado, afinal, você sentirá sua presença, mesmo quando ele (a) não estiver ali.

Isso tem nome!

sábado, 14 de julho de 2018

Adeus amigo!

Do mesmo jeito que apareceu, ele também foi embora. Com a mesma alegria e carregando no peito aquela inesgotável disposição. Ficou pouco tempo. Mas foi o suficiente para me encantar e, logo, deixar meu coração apertado ao vê-lo ficando pequenininho através da distância.
O portão se abriu para o carro passar e ele foi saindo pelo cantinho. Nada planejado, pois ao me ver saltou com a mesma felicidade de sempre. Até convidou-me a brincar, mas aproveitou minha distração com a Hanna (nossa labradora) para ganhar a rua e a liberdade sempre desejada.
Saí atrás dele, mas foi tomando cada vez mais distância. Quanto mais eu chamava, mais ele corria para longe. Andei alguns metros e desisti. Percebi que era em vão tentar prender o que não nos pertence. E ele nunca foi nosso, embora eu quisesse muito que fosse.
Eu fiquei triste, mas não impedi sua partida. Não é assim que a gente faz com quem a gente gosta? Pelo menos é assim que as mães fazem com os filhos que crescem e tomam seu rumo. É assim que os casais equilibrados fazem quando um resolve ir embora. Só deixa ir, mesmo que sinta falta. Mesmo que haja dor. Mesmo que a gente se apegue muito. Mesmo que a gente tenha planos para aquele ser tão querido. Foi assim com ele, mas querer bem é querer o outro sempre feliz. Né?
O pouco tempo que ficou, Fred (como já o chamávamos) movimentou nossas vidas. Fez sucesso nas redes sociais, encantou cadelinhas inocentes, assombrou os vizinhos, deixou frutos. Essa deve ter sido apenas mais uma de suas aventuras. Seu espírito era livre demais mesmo para se contentar com um quintal.
Só espero que tenha encontrado seu lar original. Se ele realmente lembrou o caminho de volta pra casa, bom, alguém deve estar muito feliz com seu retorno. Torçamos pra que tudo dê certo para nosso adorável labrador fujão.

A insegurança faz qualquer relação ruir

Entre os muitos riscos pelos quais uma relação está fadada, a insegurança de um dos dois envolvidos talvez seja a pior prova, aquela que possivelmente definirá se ambos seguirão uma vida juntos ou se colocarão um ponto final em uma história escrita lá atrás e que envolve tantos sentimentos.

De repente, duas pessoas que juraram amor e uma vida inteira juntos, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, todos os dias de suas vidas, deflagram uma guerra no território que deveria ser abrigo da família e cada dia que passa, vira um tormento. 

Para quem está de fora, pode parece uma crise superficial, como tantas que as quais o casal já sobreviveu e saiu delas ainda mais fortalecido. Mas para ele e ela, todas as tentativas se esgotaram e o convívio passa a ser uma obrigação, diante dos filhos, das famílias, dos amigos.

Um dos dois sabe que cedendo e aceitando tantas coisas, talvez consiga com que a relação sobreviva por mais algum tempo, mas permanece irredutível, porque já teria passado por crises antes e em todas as reconciliações, as promessas de mudanças eram as mesmas. No entanto, nada acontecia até que chegou ao limite, ao ponto final.

O outro, por sua vez, também não recua, não cede e trava uma batalha de egos feridos, corações partidos e um pouco de arrependimento, claro. Ninguém casa com a intenção de separar. Ninguém permite que alguém passe a fazer parte de sua vida e, de repente, se vê refém, infeliz, coagido por quem acreditava amar.

Não que o amor tenha acabado como num estalar de dedos. Esta mágica não existe, não em nosso mundo real. Ainda existe sentimento entre os dois capaz de uni-los novamente, mas a queda de braço parece ter mais valor na intenção de levar as desavenças até que um erga a bandeira branca e declare fim a uma batalha de onde não sairá um vencedor. Contudo, deixará cicatrizes imensas e ainda mais difíceis de fechar. Feridas que poderiam ter sido evitadas, não fosse a tal da insegurança e o fato de não aceitar o outro como ele é.

O fato é que nenhuma relação vem com garantias, mas antes de se jogar de cabeça, você pode analisar tudo a sua volta, como o outro é, se será capaz de lhe aceitar como exatamente como é, assim como você fará ao aceitar que alguém passe a fazer parte da sua vida, do seu mundo.

Decidir se unir a alguém por acreditar que mudará suas manias ou fará com que abandone seus vícios é um risco muito grande. O outro pode até mudar em alguns aspectos, mas não porque você deseja e sim porque ele chega a este pensamento sozinho. Um exemplo. Você não fuma, detesta cigarro, porém, seu companheiro é fumante desde que se conheceram, lá atrás, na época da faculdade. Ele também aprecia uma boa bebida, mas você nem se atreve a pensar na possibilidade de lhe fazer companhia. Tudo isso, você tinha conhecimento. Se lançou não só na relação, como no objetivo de mudar a vida do outro, fazendo com que pare de fumar e não beba mais.

Em algum momento da vida, você percebe que alcançou pelo menos um objetivo. Ele parou de fumar. A bebida continua sendo o motivo de desentendimentos frequentes, até que a crise se instale e tudo passa a ser difícil entre os dois, desde o diálogo maduro ao convívio civilizado.

 Ela não cede e ele fica indiferente, afinal, em sua cabeça, pensa que se ela o conheceu com todos estes "defeitos" e quis passar por cima de todos eles em nome do amor que os unia, se questiona se não há algo a mais nos pensamentos dela que a fizeram mudar de comportamento tão drasticamente, ao ponto do convívio deixar de ser prazeroso para ser tolerável.

Insegurança. Ela é a causa de nove em cada dez desentendimentos entre casais. Não é a bebida, o cigarro, o comportamento e sim, o sentimento de ameaça que ronda algumas mulheres que, ao invés de reconhecerem seu valor, se cuidarem e se amarem mais, buscam fora de si culpados para justificar o fim de uma relação.

domingo, 20 de maio de 2018

Dia do amor... dia de amar, mais e mais!

É dia dos namorados e o ritual se repete. É jantarzinho romântico pra cá, é florzinha pra lá, é balãozinho de coração voando pelas ruas, é cartão com direito a poema e dedicatória especial, é reserva na suíte premium do motel. Pode ser amor, mas também é comércio.
E eu nada tenho contra a data, embora ela tenha sido estabelecida para aquecer a economia. Nada tenho contra a comemoração, embora ela entristeça os corações solitários. Nada tenho contra o dia dos namorados, pois muitos casais precisam dela pra lembrar que possuem uma relação e um compromisso com alguém que lhes dedica amor em quase todos os dias do ano.
Sim porque amar é muito mais que um cartão em datas comemorativas ou de um buquê que você recebe na frente da família ou dos colegas de trabalho. Amor é aquilo que não precisa ser mostrado pra ninguém, nem em outdoors pela rua, nem em carro de som com música do Bryan Adams, nem em dedicatórias nas redes sociais. São aquelas pequenas atitudes do dia a dia, imperceptíveis para quem está de fora, mas gigantes para quem recebe.
Antes do romantismo, antes do sexo, antes de qualquer compromisso formal, o amor é cuidado. Amor é pegar no sono no sofá, em dia de frio, e acordar coberto por um edredom quentinho. É passar mal de madrugada e ter alguém pra buscar um remédio na farmácia ou pra te fazer um chá de boldo depois daquela ressaca. É ter alguém pra te dar bronca porque você anda descalço no piso. É ter um ombro macio pra chorar e confiar. É sentir que tem alguém a teu favor, mesmo quando o mundo todo parecer contra.
As demonstrações de afeto verdadeiro nada têm a ver com o dinheiro. São de graça e são simples. Sentir-se amado é reparar no outro um orgulho de ter você ao lado, mesmo que isso não seja dito. É ter alguém para dividir o dia. É não precisar se preocupar com a roupa que vai vestir porque o outro já te viu com o cabelo desarrumado, vestindo aquele pijama desbotado e, nem por isso, saiu correndo porta afora. É ter alguém pra sentir saudades ao longo do dia.
Há quem diga que o encantamento da paixão, com o tempo, transforme-se numa amizade mais profunda. Que seja amizade o nome então, mas que a sua essência não se confunda em meio a tantos outros interesses.
Não vamos fazer nenhuma apologia ao fim do dia dos namorados, nem vamos apelar para o clichê “que ele seja vivido todos os dias do ano…”. Então vamos apenas desejar que cada um de nós possa dedicar um pouquinho deste dia para refletir sobre a relação que cultiva e no que pode fazer de bom pelo outro. Que saibamos reconhecer que, mesmo diante de alguns defeitos terríveis e aparentemente incorrigíveis, existe algo neste ser que nos trouxe até aqui e que, de algum modo, nos fez ler este texto longo até o fim.
Sendo assim, feliz dia dos namorados pra mim, pra você, para o seu amante-amigo e também para a balconista da loja que, graças ao dia dos namorados, vai faturar um trocado a mais com a comissão deste mês. Então, um viva ao amor! Ao seu, ao meu, ao dela e ao de quem ainda está a procura.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Existo, logo... posto!

Não temos mais interesse na vida real. 


Iniciamos um assunto, seja ele trivial ou realmente importante e, dez segundos depois, o indivíduo já dispersou da conversa. Da noite para o dia nos vimos feito bobos falando para o nada. 

Faça o teste. Experimente contar uma história com mais de 140 caracteres. Pare na metade do assunto e espere pra ver se alguém percebe que ela ficou pela metade. Verás que raramente alguém se manifesta.

Viver tornou-se menor do que uma postagem em rede social. Existo, logo... posto! 

Sem perceber como e quando, nós incorporamos este mundo virtual onde só existimos se postamos algo. E para não ser esquecido e completamente ignorado da vida social, o ser humano se rende a essa extrema exposição do cotidiano e dos sentimentos. 



Será que isso é fruto do fato de não ter mais com quem compartilhar o dia a dia? Não sei. Mas torço para que não.

Existe tanto assunto inteligente, interessante na vida real para ser discutido, debatido que me  recuso a acreditar que as pessoas valorizem a audiência que uma bobagem que alguém posta em rede. Difícil aceitar que nosso valor seja medido pela quantidade de likes e compartilhamentos que recebemos na web. 

No entanto, assim somos “vistos” no mundo.  E no dia seguinte talvez alguém comente sobre a postagem do dia anterior e você consiga estender o assunto até uns 200 caracteres – não se anime muito, não está fácil pra ninguém competir com um celular conectado a um bom 3G/4G.

Nunca tivemos tantas pessoas sabendo de nós pela web e ao mesmo tempo nunca nos sentimos tão solitários no mundo. Esta é a realidade.

Nossa timeline parece uma competição de demonstrações de amor, felicidade, amizade e devoção. Mas pouca parte disso se manifesta no mundo real. Não me admira o índice de suicídios que vimos por aí. Especialistas no assunto dizem que um suicida dá pelos menos 16 sinais de que está passando por graves dificuldades emocionais. Mas quem é que enxerga?

Se não participamos ativamente de nenhum grupo no WhatsApp, não temos seguidores no Instagram ou no Facebook, então, nos tornamos ermitões desinformados e solitários. 

O consumo compulsivo de novas mídias é assustador, porém compreensível. Buscamos aqui, na palma de nossa mão, a amizade que se perdeu, quem nos ouça, nos compreenda, se interesse pelo que temos a dizer, alguém que reconheça nosso valor no mundo, que nos dê conselhos sobre a vida, divida suas angústias, nos diga o quanto somos queridos em nosso aniversário, repare na nossa roupa nova, na unha bem feita ou no corte de cabelo. Ai, ai...

Amizade virtual, felicidade virtual, vida virtual. 



Vive-se para ter o que mostrar na rede sobre a própria existência porque, pra grande parte de nós, viver tornou-se imensamente menor do que postar. Enquanto na vida real é raro encontrar uma agenda disponível para uma cerveja, na virtual sempre terá alguém conectado pra curtir aquilo que postamos. 

E a menos que se pague terapia para ter alguém que nos ouça, a internet parece ser o que nos resta.

Será que isso tem volta? Espero que sim! 

Enquanto isso, sigo aceitando convites dos amigos para tomar umas cervejas, em um plano bem real, tá?!? 😉

terça-feira, 4 de julho de 2017

Dê valor ao que realmente importa!

A vida a dois não é uma maravilha, beleza tal qual muitos pintam, cantam e fazem poesia. Aliás, difícil imaginar uma poesia/poema com um trecho narrando ou buscando rima para brigas, desentendimentos. 



Às vezes o que o outro precisa é apenas de alguém para lhe ouvir e, naquele momento, ter a certeza de que você só tem isso com quem lhe quer bem e não há alguém que deseja mais isso do que quem te ama verdadeiramente.

Amor nada tem a ver com dependência, apego, costume, acomodação. Amar não é um verbo para ser conjugado sozinho e tão pouco significa inércia. Amor é movimento constante, é transformar o seu mundo para receber o outro e fazer dele ainda melhor para que juntos, possam viver o que há de melhor no "querer bem". É ceder, compartilhar, dividir, somar, enfim, tudo que nos faça melhor enquanto ser humano em nosso benefício, mas também pelo o outro.


A vida é feita de momentos sim. Alguns extremamente maravilhosos, outros nem tanto assim. Mas faz parte de um todo e cabe a nós decidir o que pesará mais na balança de nossas vidas: tudo que nos fez felizes ou aquelas pequenas coisas que tentaram nos deixar pra baixo, tristes. Na realidade, os fatos têm a dimensão da importância que você dá a eles. A escolha é tão somente sua.


De tudo, apenas não temos o direito de nos sentir tristes por causa de alguém. Jamais culpe o outro por você estar se sentindo infeliz. Não transfira a responsabilidade, o compromisso de ser e sentir-se feliz para o outro. O propósito de alguém estar na sua vida, certamente, não é esse. Sentir-se feliz com o outro é fruto do que plantam juntos, resultado do que foi cultivado, cuidado para dar certo.

A verdade, e algo que levamos tanto tempo para descobrir é que somos muito diferentes. E talvez esteja aí toda a magia que faz o mundo ficar colorido quando estamos juntos, as tristezas desaparecerem como num piscar de olhos apenas com um sorriso do outro e aquela tão sonhada paz estar ali, bem nos seus braços, onde nos seus abraços me sinto tão bem, tão eu.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Será que desaprendemos a ser tristes?

   Parece que vivemos uma euforia constante. Aliás, não só constante, mas compartilhada nas redes sociais. 

  1. E com toda essa felicidade sendo escancarada a todo minuto, não existem mais mistérios sobre alguém. Você faz uma rápida busca na internet e fica sabendo onde a pessoa está, mora, trabalha, estuda, quais atividades pratica, o que comeu no jantar, e se estiver passando mal, ela ainda coloca no seu perfil o tal do "sentido-se... MAL" e a localização "Hospital da Unimed". Se você der sorte - se é que isso é sorte rsrs -, vai saber até que roupa a pessoa esta vestindo no momento – no caso de ser seguidor de selfies, claro!.
     Ainda guardo e pratico ações como ficar isolada em algum canto com aquela seleção de músicas para chorar as mágoas.  Ali que refletia e esgotava qualquer dor e assim ainda o faço. E de algum modo, essa exploração de sentimentos trazia melhora, evolução, um pingo de autoconhecimento e um alívio  indescritível para um coração amargurado. Mas a introspecção vem assumindo ares de estranheza. E isso me preocupa.
     Entendo que a juventude ainda seja um momento de imensas descobertas. Onde se aprende a lidar com a rejeição, desejos não atendidos, as primeiras decisões importantes sobre o futuro. Então por que os conflitos vividos hoje parecem tão exagerados e desnecessários?
     Diante da ditadura da felicidade virtual que estamos convivendo/assistindo, como estamos lidando com nossas frustrações?
stamos encarando este mundo onde a vida de todos parece ser tão perfeita? Para onde estamos canalizando nossa tristeza natural? Estaríamos sufocando nossos sentimentos?
     O turbilhão de informações sobre tantas pessoas, não raro, nos fazem crer que sabemos muito. De fato até sabemos muitas coisas, mas apenas o que é aceitável de se mostrar. 
     O que há por trás do dispositivo de cada câmera? O que mora nos bastidores do não revelado? Estamos interessados em saber? A sensação é a de que estamos preferindo ficar no raso. 
     Até que ponto estaríamos dispostos a nos comprometer, compartilhar e dividir o não publicável?
     Seguimos guiados pelos likes, na ilusão de que as curtidas sejam a recompensa que buscamos, quase tão loucamente quanto o utópico e constante estado de felicidade. Quase tão desesperadamente quanto perseguimos o reconhecimento alheio. Quase tão estranhamente quanto lutamos para camuflar nossa aflição, já que não sabemos mais ser tristes.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Amar faz toda a diferença

Sempre achei meio piegas dizer que faltam
palavras para expressar o que a gente sente, porque até então as palavras sempre saíram de mim mais rápido do que as podia perceber ou escolher. Mas com quem você ama sempre é diferente. 

Tenho aprendido que quanto maior o desejo de manifestar o carinho por alguém, mais complicado se torna escolher as palavras certas.

Quem a gente ama é essa diferença, torna o sono mais tranquilo, preenche nossos dias.  Traz um novo sentido à vida. Não que a gente já não tivesse alguns bons, claro!, mas o que vem com o amor é mais legítimo, mais feliz. 

Amar e ser amada é um sonho possível, acredite, e tenho certeza que é isso que torna aquele alguém tão especial. 

Com quem amamos, aprendemos que a felicidade mora na simplicidade. Seja dos sentimentos, seja do modo de encarar as coisas.

Descobre-se a alegria nas besteiras que podemos dizer um ao outro sem nem medir as consequências, porque tudo sempre é perdoado. 

A alegria deste encontro também está presente no jantar que compartilhamos e até no desarrumado que fica nossa vida, porque nada era mais triste do que ver tudo exatamente igual.

O que estou tentando dizer é que quem amo me faz bem. É esse mesmo bem que desejo a você, em sua vida. Seja feliz, permita-se amar e ser amada, porque do resto... a vida se encarrega.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Você sabe do que as mulheres gostam?

Na boa, existe mulher que gosta de ser tratada como um pedaço de carne? Não acredito. Impossível!!!

Os homens - com raras, raríssimas exceções -, precisam aprender uma coisinha. Nós, mulheres, desejamos ser amadas, bajuladas, tratadas como divas e não como um lanchinho do "Mc Donalds".

Acredite ou não, foi isso que um amigo me disse em uns daqueles bate-papos de msn de gente que não tem sono e que atravessa madrugadas entendiantes. Pra completar, eu num dia daqueles de puro desânimo com o sexo masculino. Então, numa resposta ao meu desabafo, o amigo postou:

– Você tem razão, a maioria dos caras é assim mesmo, olha pra “mina” e enxerga um lanchinho do Mc Donalds. Sorry, por te dizer isso, mas é a real.

É claro que depois, para tentar consertar "a coisa", ele acrescentou algo como o clássico:

– Mas eu não sou assim não tá? Você pode não acreditar, mas sou diferente.

Porém, a verdade já tinha sido confirmada e não havia mais nada que pudesse melhorar sua situação, como homem. O complemento da frase desanimou ainda mais. Em parte, até reafirmou a besteira dita.

Está errado quem diz que toda mulher gosta de homem malandro e safado. Isso é coisa de "dedo podre", mas esse assunto trataremos em outro texto.

Mulher que se ama primeiramente, não resiste a um cara educado, inteligente, charmoso e que a faça sentir-se única. Na realidade, eis o segredo dos grandes e verdadeiros conquistadores. É tão óbvio, porque será que eles não aprendem???

Somos previsíveis até demais.


Sinceramente, não acho as mulheres, no geral, tão complicadas assim. Essa frase pra mim é puro senso comum e não faz muito sentido.

Que mulher resiste uma gentileza como ganhar um bombom, assim do nada? Que mulher não adora ser surpreendida com uma ligação no meio do dia? Um abraço gostoso, um elogio??? Quem resiste?

Com toda sinceridade, não conheço nenhuma mulher que despreze o valor de um mimo, de um carinho incondicional.



Homens, parem com suas propostas indecentes!!! Cantadas não, por favor! São ridículas. Sejam mais gentis, sejam cavalheiros. Estejam atentos aos detalhes, às datas, às músicas especiais.

Controlem seus impulsos sexuais para os momentos certos, se tiver que acontecer que seja naturalmente. Não forcem a barra. Isso é chato. Muito chato. Queremos que vocês entendam nossos motivos, somos diferentes.

Se não falarmos com vocês, se não olharmos na cara é porque estamos magoadas. Nesse caso, tudo o que mais queremos é que nos peçam desculpas ou pelo menos perguntem o que nos aflige. Não viramos a cara a toa, somos muito doces para isso. Deixem o egoísmo de lado e tornem-se mais amigos, companheiros.

Sim, nós demoramos a ficar prontas pra sair de casa. Então tenham paciência, pois como disse o Jabour, vai dizer que a produção não vale a pena no final? Pense no grande prazer em estar acompanhado de uma mulher linda e perfumada. Ah, e reparem nos detalhes, são importantes. Afinal, tudo é para agradar vocês.

Preocupem-se menos em impressionar com um carro potente. Isso não tem a importância que acreditam ter.

Nós rimos da cara daqueles que fazem competição com o volume do som ou que passam por um grupo de mulheres acelerando os motores achando que isso irá impressionar ou provar sua virilidade. Comportamento patético. E a única coisa que prova, é que há falta de conteúdo.

Somos dóceis, mas vocês precisam aprender que dia de TPM é dia de TPM. Então, ofereçam um colinho, alisem nossos cabelos, levem café na cama. Sempre funciona. Uma dose de romantismo e gentileza não faz mal a ninguém.

Fazemos tudo por vocês, enfrentamos sessão de depilação, aprendemos a cozinhar seu prato preferido, algumas lavam até suas cuecas (cruzes!).

Então, por  favor, nada de grosserias como arroto após um gole de Coca–Cola, e coisas do tipo. Isso acaba com qualquer possibilidade de admiração. Sejam civilizados, é o mínimo que podem fazer por nós. E é o mínimo que esperamos.

Mulheres são meigas, carinhosas, atenciosas. Mas esses comportamentos precisam ser cultivados, merecidos.

Temos necessidade de segurança para nos entregarmos, então proporcionem isso e faremos vocês felizes. Afinal, damas já nascem maravilhosas, a única coisa de que precisam é sentirem-se amadas e respeitadas para que sua feminilidade aflore, naturalmente.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

À espera do carteiro

Pode parecer que foi em outra vida, mas há apenas alguns anos o serviço de correio era muito mais do que entrega de mercadorias e contas a se pagar. Ao carteiro também cabia a tarefa de trazer notícias da família, cartões postais de amigos em viagem, fotografias de recém-nascidos, juras de amor entre casais distantes, votos de felicidade, convites de casamento.
Era como se anos perdidos me fossem devolvidos.  Vivi uma sensação boa. Alegre como os desenhos feitos no papel de caderno que a Sabrina Reis enviava de Porto Alegre para mim. Doces como as letras das canções que a Maiara Carolina copiava das revistinhas (na era pré-You Tube e Vaga Lume) e enviava de Itajaí à terra natal, imaginando que eu ficaria contente em receber – e como eu ficava.Quando o despertador soou, nesta manhã, eu sonhava com esse tempo bom. Era um tempo em que eu ainda recebia cartas. Por algum motivo justo – do qual não consegui lembrar quando acordei – várias destas correspondências haviam acumulado e as recebi somente anos depois. Eu estava feliz por receber notícias de amigas que não vejo há anos, sorria aliviada pelas lembranças recuperadas.
Admito que o e-mail, o telefone, as redes sociais hoje combinem bem mais com nossa vida atribulada e cada vez mais corrida. Mas a tecnologia ainda não foi capaz de substituir a emoção de receber a velha cartinha escrita à mão, com letra caprichada, ilustrada com adesivos e desenhos de canetinha e lápis de cor.
O fato é que lamentei quando o despertador tocou me trazendo de volta para nossa realidade de aplicativos e emoções descartáveis. Senti certa pena de nossos jovens, tão seduzidos pelos aparatos tecnológicos, tão escravos da novidade, tão ignorantes dos prazeres desse tempo que passou e que, infelizmente, já foi esquecido.
Será que eu sou a única pessoa nesse mundo que ainda sente falta desses pequenos deleites? Seria eu, uma adulta-nostálgica- infantilizada?
Talvez sim.

terça-feira, 9 de maio de 2017

A culpa é da falta de tempo!

O estresse e a falta de tempo virou justificativa para todas as nossas falhas. 

Quer ver?
Se você não pratica atividade física… É por falta de tempo. Se engorda e adoece é por causa do estresse.
Se não se alimenta direito… É por falta de tempo. Se tiver azia e má digestão é por causa do estresse.
Se não procura os amigos… É por falta de tempo. Se eles te tratam com indiferença é por causa do estresse.
Se tratar com rispidez quem gosta… É por falta de tempo. Se ficam magoados contigo é por culpa do estresse.
Se não namora mais… É por falta de tempo. Se o coração entristece é por causa do estresse.
Se não cozinha mais os pratos favoritos… É por falta de tempo. Se perde o prazer em comer é por causa do estresse.
Se não lê mais livros interessantes… É por falta de tempo. Se me irrito com as bobagens da internet é por causa do estresse.
Se não assiste mais filmes bons… É por falta de tempo. Se não tem mais paciência para as incoerências das novelas é por causa do estresse.
Se não dança mais… É por falta de tempo. Se esquece dos passos é por causa do estresse.
Se não canta mais… É por falta de tempo. Se esquece da melodia é por causa do estresse.
Se não estuda mais… É por falta de tempo. Se não compreender direito é por causa do estresse.
Se não se cuida mais… É por falta de tempo. Se sua autoestima cair é por causa do estresse.
Se eu não escrevo mais com tanta frequência neste blog… É por falta de tempo. Se meus poucos leitores fieis reclamarem, aí posso dizer... é por causa do estresse.