Powered By Blogger

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Entre o real e a ilusão



Não é a primeira vez que tratamos deste assunto. E a opção pela reprise tem reflexos num quadro natural do dia-a-dia. O que constatei “ontem” e escrevi (2006), entre o real e a ilusão, parece ter sido feito com base no hoje. Incrível! Então, vamos lá... Enquanto se é criança, a gente acredita em muitas coisas até perceber que nada daquilo era verdade, então, avançamos mais uma etapa da vida conhecendo a diferença do que é real, verdadeiro para o que é mentira, um mero engano dos sentidos. Nesse momento, também passamos a conhecemos a maldade do ser humano, criada dentro de si mesmo com o único propósito de destruir vidas inteiras.

Quando chegamos a fase adulta, que conhecemos sentimentos como o amor e o perdão, tudo em nossa vida muda e, felizmente, para melhor. Amar pode ser um efeito maravilhoso na existência de um ser humano, no entanto, a dor que muitas vezes causa nos corações, almas e corpos apaixonados, é avassaladora. Viver uma dor de amor pode não ser o pior e mais cruel dos sentimentos, porque quem passa por ele, embora esteja consumido por uma tristeza profunda que além de lhe tirar a paz, deixa todo um mundo sem cor e completamente sem sentido.

E como saber se está vivendo um amor? Existem várias maneiras de amar, mas o amor verdadeiro faz você ter a sensação de estar ancorado num porto seguro, o sentimento de morar dentro do outro e não de estar só de passagem. O amor não tem uma definição, talvez porque seja impossível passar para o papel ou simplesmente transformar em palavras algo tão mágico e raro que acontece na nossa vida.

Se dependesse da vontade de cada um, só conheceríamos o amor, mas o mundo nos deu a possibilidade de que junto com este nobre sentimento, pudéssemos sabiamente aceitar que somos seres falhos, que erram, mas que possuem a capacidade de reconhecer, aceitar e perdoar o desvio do bom caminho.

Nem todos têm corações tão nobres que conseguem perdoar. Do alto de sua imponência julgam, classificam e condenam, sem olhar para os próprios erros do passado. A balança da vida tem sempre dois pesos e, em algumas situações, temos que escolher entre o certo e o errado, entre a verdade e a mentira e, entre o bem e o mal.

O caminho para uma vida feliz passa pela estrada da tristeza, do sofrimento, angústia e das indecisões, no entanto, só encontra morada se passar pelo perdão, porque não há como conhecer ou viver o amor se ainda não for capaz de colocar em prática o sublime dom de perdoar.

É assustador amar. É como pular de um avião em pleno vôo, ou seja, uma sensação única, entretanto, o risco de vivê-lo é intenso. Portanto, se existe a chance de você perdoar a quem te fez mal, perdoe, mas faça isso de coração aberto, perdoando do fundo de sua alma para que mais tarde não haja cobranças. Afinal de contas, todos sabemos que, na vida, se aprende mais com dez dias de agonia do que com dez anos de felicidade.

A vida é mesmo cheia de contradições, de paradoxos. Tudo é aproveitável, mesmo as decepções, os reveses, as frustrações, porque é a forma como reagimos às perdas que determina nossa trajetória.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Viver bem, mesmo com pouco!



     Quem mora sozinho por muito tempo, enfrenta dois fenômenos padronizados que só variam de intensidade, de acordo com a pré-disposição de cada um. O primeiro e mais fácil de perceber é a liberdade social e psicológica que, uma vez experimentada, pouquíssimos desejam voltar atrás.     

     Desaparecer por uma semana e não dar satisfação a exatamente ninguém sobre onde esteve ou quem com esteve, é bem parecido com o ato de pular de pára-quedas. A adrenalina daqueles poucos segundos pode ser temporária, nunca se tornando necessária. Fica aquele gostinho de quero mais, logo esquecido pela rotina semanal. No entanto, a adrenalina pode atingir um ápice contagiante em certas pessoas, a ponto de você transformar o paraquedismo em hábito e, depois, em vício. O resultado é que você nunca mais vai querer abandonar o paraquedismo. A liberdade passa a ser uma condição de pré-existência na sua vida.

     O segundo fenômeno, em geral, é uma conseqüência direta do primeiro e só é percebido depois de vários anos, quase sem querer. É o desapego a uma série de conceitos sociais que, com o tempo, você percebe que são pueris, inócuos e, quase sempre, inúteis. Pode ser um reles desapego material. E também pode ser um desapego com si mesmo. É quando você entende que “viver bem com pouco” deixa de ser uma questão de mera sobrevivência para se tornar um estilo de vida. Menos compromissada com opiniões alheias, problemas insolúveis e paixões insalubres.

     Alguns estudiosos desocupados definem esse comportamento como uma volta às origens primitivas do homem como figura social. Seria a acentuação dos nossos instintos mais básicos de individualidade. Não é à toa que tantas vezes uma relação afetiva, ou até mesmo a tentativa de alguém furar esse bloqueio primitivo de liberdade, coloca em xeque toda uma vida e sanidade mental que levaram anos para amadurecer.

     Você supera aquela fase de tratar sua casa como o seu feudo, seu domínio. Fica para trás aquela noção de ter exatamente as coisas onde você quer que estejam, na bagunça ou organização que você entende. Mesmo que isso signifique, eventualmente, esquecer comidas estragadas na geladeira, ter garrafas vazias espalhadas pelo quarto, nunca ter o que oferecer às visitas e considerar aquelas latas de sardinha suas melhores amigas nos tempos difíceis.

     Com o tempo, você percebe que seu feudo é apenas mais um conceito abstrato, dentre tantos outros que você se forçou a esquecer. Que existe uma floresta lá fora que também não vai lhe exigir contratos, nem amarras e, quem sabe, estará cheia de outros animais errantes e primitivos como você, como eu. E que um teto nada mais é do que isso: um teto. E tetos são iguais em qualquer lugar. Podem ser maiores, mais frios e até mais confortáveis, mas continuarão sendo apenas tetos - mesmo que seja o seu teto.

domingo, 10 de janeiro de 2010

“Um bom casamento teria uma mulher cega e um homem surdo”. Montaigne

Encontrei esse pensamento numa pesquisa sobre traição nos relacionamentos e acredito ser a receita ideal para uma relação de insucessos. A mulher cega talvez para não enxergar as traições do marido e o homem surdo, para não ouvir as lamentações e choros da esposa quando descobre ser mais uma vítima da infidelidade masculina.
Na verdade, as pessoas traem quando não vêem satisfeitos os seus desejos ou suas expectativas com o parceiro, quando o diálogo entre o casal já não existe mais, transferindo essa comunicação para outra pessoa, optando por uma saída aparentemente mais fácil.
Excluem, por vários motivos, a possibilidade de aceitar o outro como ele é e não de que ele seja aquele que desejamos. Aliás, um desejo que jamais será satisfeito.
Ao invés de tentar crescer com seu parceiro, passam a acreditar que só terão alegrias, emoções e crescimento fora do casamento.
Existem muitas razões para a traição, entre elas: questões culturais, a busca pelo novo, carências, insatisfação, vingança, por causa da sensação de perigo ou mesmo pela sensação de poder...
A idéia de posse existe em quase todas as relações estáveis e as cobranças de fidelidade são normais e aceitas pela sociedade. Na verdade, a sociedade é a primeira a recriminar e normalmente, os seres humanos tentam viver de acordo com suas regras de conduta.
Quando o relacionamento se torna rotineiro, monótono, é claro que a emoção desaparece. Afinal de contas, qual ser humano consegue viver sem emoção?
Ceder é a palavra de ordem em qualquer relacionamento, mas muitas vezes gera pessoas insatisfeitas, ressentidas e arrependidas do que nunca fizeram e isto acaba abrindo uma porta para a traição, a buscar em outra pessoa aquilo que reprimimos por muito tempo em nossa relação. De qualquer forma, a infidelidade é um acontecimento muito mais suportável do que a separação.
Os homens idealizam a mulher perfeita e as mulheres, um homem que as apóie a as ajude, confundindo o casamento com felicidade. Reinvindica-se muito do outro, criando frustrações e abrindo, assim, o caminho para a infidelidade.
Em nossa sociedade patriarcal e machista, os homens são educados para não desperdiçarem nenhuma “oportunidade” de demonstrar sua masculinidade e sexualidade, além da traição masculina ser melhor aceita do que a feminina.
As mulheres parecem aceitar melhor a traição de seu parceiro, adotando até mesmo a postura de mãe compreensiva. Já os homens traídos, fazem o possível para fingir que não sabem, porque se souberem terão que tomar uma atitude perante a sociedade, que aceita muito melhor a traição masculina do que a feminina.
No entanto, uma coisa é certa: a menos que a relação seja totalmente destituída de sentimentos, é muito difícil suportar a infidelidade. Só mesmo quem passou por uma para saber.
Há casos em que a traição ocorre apenas para comprovar ou não a existência de amor pelo parceiro e são experiências fortuitas e ocasionais. Mas quando a infidelidade torna-se uma constante e serve como uma muleta para a manutenção de um relacionamento - buscando-se lá fora a complementação do que não se tem dentro de casa -, é hora de parar e refletir seriamente sobre seus ideais de vida e de relacionamento.
Há poucos dias, uma amiga foi procurada por um ex-namorado que ela ainda amava, apesar de tanto tempo afastados. No contato, descobriu que o homem que dizia amá-la, mesmo à distância, havia casado, mas este mesmo infeliz, lhe propôs um encontro quando ela perguntou: “Você casou mesmo?”. Ele cinicamente respondeu: “Isto é fato, mas não quer dizer que estejamos mortos”. Ela retrucou: “Mas porque casou então?”. Ele quis dar uma boa resposta: “Porque percebi ser a hora”. Ela então finalizou: “Você pode ter percebido ser a hora certa, mas deve ter se esquecido de ver se foi com a pessoa certa, para não precisar magoá-la, traí-la e fazê-la infeliz depois”.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Quem disse que a perfeição existe?



Num mundo perfeito haveria poucos conflitos num relacionamento e seria fácil demonstrar todos os dias que nos preocupamos com o outro, porque assim, possivelmente, seríamos felizes ou pelo menos mais felizes. Mas no mundo real em que vivemos, não é assim. É mais provável passar por muitos desentendimentos e descobrir como é difícil demonstrar o amor no meio de um conflito.


O egoísmo e o desrespeito são os principais inimigos de um relacionamento. Quando cada um passa a cuidar dos seus próprios interesses sem se importar com os do outro, está de certa forma abandonando o parceiro. E a vida a dois em conflito deve ser vista como um incêndio, onde deve haver união, uma verdadeira parceria para que o fogo seja apagado e ninguém saia ferido.


Quando o egoísmo se instala, costumamos ignorar os desejos alheios e apenas nosso pequeno mundo nos interessa. Passamos a tratar o outro com frieza, ignorância e indiferença, fazendo com que se sinta sozinho, sem importância, desnecessário e até demais na relação. E os conflitos surgem justamente quando não conseguimos dominar nosso egoísmo e passamos a desrespeitar quem amamos ao valorizar outras coisas senão aquela pessoa que está do nosso lado, sempre pronta a nos ouvir, ajudar e apoiar em tudo.

E como nos tornamos abomináveis no uso das palavras. Ignoramos completamente o ensino bíblico de que cada um deve ser “pronto para ouvir, mas lento para falar e lento para se irritar” (Tiago 1:19).

Pensamos que devemos conhecer o outro apenas no início do relacionamento, o que é um engano. Devemos estudar nosso parceiro todos os dias para que possamos descobrir tudo que o deixa feliz, o que lhe faz bem e quais são seus desejos, assim como o outro também deve fazer para que a relação seja completa e estejamos ainda mais unidos para enfrentar as dificuldades que surgirem.

Existe diferença entre procurar algo saudável e satisfatório e procurar algo que seja perfeito. A grande diferença é que o saudável e o satisfatório existem; a perfeição, não. Na realidade, o relacionamento deve contribuir para nossa felicidade e a do nosso parceiro. Não devemos esperar alguém que concorde com todos os nossos pensamentos e preferências ou que possa trazer alegria a cada minuto de nossas vidas. Temos que procurar a satisfação possível e encontrá-la. Isso é fato!


Se buscarmos a perfeição, ficaremos procurando para sempre.
E acredite, se aprendermos a aceitar parte da responsabilidade pelos problemas que surgirem e a dividir generosamente o crédito dos sucessos conquistados, estaremos contribuindo para um relacionamento mais feliz.

sábado, 21 de novembro de 2009

Sinta-se viva!





     Por que será que às vezes as lembranças insistem em nos remeter ao passado, aos momentos de felicidade e a saudade de tudo que ficou para trás? Relembrar pessoas que fizeram parte e permanecem na nossa história, estiveram presentes em importantes decisões além de terem sido determinantes na escolha do caminho percorrido até aqui, de certa forma, traz uma tristeza profunda.

     A simultaneidade dos acontecimentos - denominada por algumas pessoas como coincidência - que marcam nossas vidas, estão a nos rodear. Há pouco, estava revendo umas fotos antigas e relembrar tudo aquilo vivido com tanta intensidade me fez chorar, sentir dúvida e sentir saudade das coisas boas e também de tudo que me causou mágoa, tristeza e desesperança.

     Na manhã seguinte, recebi o telefonema de uma pessoa que amo de todo o coração e respeito muito, com quem não havia falado há muito tempo, embora lembrasse sempre do seu riso contagiante, suas sábias palavras e do querer verdadeiro que demonstra ter, desinteressadamente. E ela então enviou um e-mail que, além de me deixar perplexa pela coincidência daquilo estar acontecendo horas depois de recordar e sentir saudades do passado, também me levou a despertar para tudo que acontece à minha volta e avaliar se podemos ou não voltar atrás em algumas decisões.

     Nos conselhos brilhantemente deixados por Madre Tereza de Calcutá, destinados a mulheres espetaculares e que aproveitam cada instante da vida sem o mínimo de arrependimento, ela mostra a importância do presente e que devemos sempre ter a certeza que nem tudo é para sempre. “A pele enruga, o cabelo embranquece e os dias convertem-se em anos, mas o que é mais importante não muda. Enquanto estiveres viva, sente-te viva. Se sentes saudades do que fazias, volte a fazê-lo. Não vivas de fotografias amarelecidas...”.

     Aproveitando para aprender a lição e pegando uma carona na vida, vale a pena continuar quando muitos pensam que você irá desistir; vale a pena chorar, mesmo que seja de saudade e vale mais ainda passar por esta vida tendo sofrido e chorado do que apenas ter lembrança de risos fáceis e das conquistas que de alguma forma prejudicaram alguém. E saiba que cada instante desta vida valerá a pena, se você mantiver sua força e convicção, pois estes não tem idade.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

A autenticidade da mulher

     As pessoas mudam com o tempo, isso é fato.     No corre-corre do dia-a-dia, raras são as oportunidades para refletir sobre o que acontece em nossa vida, mas em muitos momentos nos lamentamos pelas coisas não feitas, que passaram despercebidas.     Por exemplo, aos 20 e poucos anos, sonhava veemente em chegar aos 30. Nada contra mulheres com menos de 30, no entanto, sempre achei que seria mais interessante, sedutora, irresistível e bem mais inteligente. Tudo bem que aos 20 existe aquele frescor juvenil, é verdade. Mas também aquele ar inseguro de quem ainda não sabe direito o que quer da vida, de si mesmo e de um relacionamento. A mulher de 30 anos não sustenta mais aquele ar ingênuo, que é característico de quando temos 20 e poucos. Só que, convenhamos, isso chega a ser compensado por outros atributos que nos envolvem aos 30.     Como nos conhecemos melhor aos 30, somos mais autênticas, centradas, certeiras – no trato conosco e com quem nos relacionamos. Temos uma relação mais saudável com o próprio corpo e até orgulho das formas sinuosas. Não brigamos mais com nada disso. Na verdade, percebo que depois dos 30, queremos brigar o menos possível. Estamos interessadas em absorver do mundo o que nos parecer justo e útil, ignorando o que for feio e baixo-astral. Queremos ser felizes. Se quem está em nossa companhia não gosta do jeito que somos, vamos procurar outra pessoa e preenchemos o espaço. Só queremos quem nos mereça. Essa é a verdade!     Aos 30 anos, sabemos nos vestir. Dominamos a arte de valorizar os pontos fortes e também, de disfarçar o que não interessa mostrar, claro. Sabemos escolher sapatos e acessórios, tecidos e decotes, maquiagem e corte de cabelo. Gastamos mais, porque temos mais dinheiro, lógico! Mas, sobretudo, gastamos melhor.     Carregamos um olhar muito mais matador além de fingirmos indiferença com mais competência quando interessa repelir.     Não somos mais bobinhas. Não que fiquemos menos inconstantes. Aliás, mulher que é mulher não vestiria duas vezes a mesma roupa e nem se importaria em acordar dois dias seguidos sozinha. Aos 30 anos, já sabemos lidar melhor com esse aspecto peculiar da condição feminina. E poupamos (exceto quando não queremos), nosso parceiro desses altos e baixos hormonais que aos 20 nos atingiam - e quem mais estivesse por perto – irremediavelmente.     Aos 20, a maioria tem espinhas. Aos 30, surgiram pintas, encantadoras trilhas de pintas que só sabem mesmo onde terminam uns poucos e sortudos escolhidos. Sim, aos 20 anos, geralmente somos escolhidas. Aos 30, quem escolhe somos nós!
Não usamos roupas íntimas engraçadinhas, porque valorizamos lingeries com altíssimo poder de fogo, além de aprendermos a nos perfumar na dose certa, com a fragrância exata que combina estilo, elegância e muita, muita personalidade. Aos 30, mais do que aos 20, cheiramos bem, nos tornamos uma visão, fazemos aguçar sentidos e chegamos a provocar apetite, anseios.
     Aos 30, somos mais naturais, sábias e serenas. Menos ansiosas, menos estabanadas – porque não? Até nossos dentes parecem mais claros e os lábios mais reluzentes, além do brilho da pele não ser de oleosidade dos 20, mas pura luminosidade. Aos 30, buscamos mãos plásticas e perfeitas, desenvolvendo um toque ao mesmo tempo firme e suave. Acontece alguma coisa com os cílios, o desenho das sobrancelhas, o jeito de olhar. Está tudo mais glamouroso, mais sexualmente sagaz.     Aos 30, ao ousarmos, no que quer que seja, costumamos acertar em cheio. No jogo com os homens, já aprendemos a atuar no contra-ataque. Quando pensamos em dar o bote, é para liquidar a fatura. Sabemos dominar nosso parceiro sem que ele se sinta dominado. Mostramos nossa força na hora certa e de modo sutil. Não para exibir poder, mas para resolver tudo a nosso favor antes de chegar ao ponto de precisar exibi-lo. Conseguimos o que pretendemos sem confrontos inúteis. Sabiamente, gozamos das prerrogativas da condição feminina sem engolir sapos supostamente decorrentes do fato de sermos mulheres.     No entanto, se você, amiga leitora, anda preocupada porque não tem mais 20 anos – ou porque ainda tem, mas já percebeu que eles não vão durar para sempre -, fique tranqüila, desencane. É precisamente aos 30 que o jogo começa a ficar bom. Pode acreditar!

Nunca se detenha!

"Enquanto estiver vivo, sinta-se vivo.
Se sentir saudades do que fazia, volte a fazê-lo.
Não viva de fotografias amareladas...
Continue, quando todos esperam que desistas.
Não deixe que enferruje o ferro que existe em você.
Faça com que em vez de pena, tenham respeito por você.
Quando não conseguir correr através dos anos, trote. Quando não conseguir trotar, caminhe. Quando não conseguir caminhar, use uma bengala. Mas nunca se detenha"
Madre Teresa de Calcutá