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terça-feira, 12 de maio de 2020

Ninguém pode ser feliz por você!

     As fases da vida nos levam a acreditar na plenitude da felicidade que ela pode, um dia ser, intensamente vivida. Então nos lançamos vorazmente na missão de agarrar, com unhas e dentes, essa tal de felicidade que parece ser o baú do tesouro, a mina de ouro, um sonho.
     Nos aventuramos em amores que nos ferem a alma; alimentamos paixões adoecidas; tropeçamos; caímos e levantamos inúmeras vezes e, assim, seguimos em frente, com as tristes experiências, com a sensação de fracasso pesando nos ombros e sem coragem para reerguer a cabeça e encarar o mundo de frente.
     Leva um tempo até conseguir amenizar a dor que ainda insiste em magoar o peito, já tão surrado de outras batalhas. As marcas que trazemos na bagagem também pesam e por vezes nos permitimos que se transformem em lágrimas de um choro preso, sofrido. 
     Um dia de cada vez... Assim seguimos na incansável meta de conseguir viver a tal felicidade, não tão colorida, vibrante e perfeita como nos contos de fada, mas que nos faça sentir personagens principais de nossas próprias vidas e histórias. Não queremos estar no alto de um castelo à espera de um príncipe e nem mesmo beijar o sapo que será o amor das nossas vidas. Nós queremos realismo, verdade, sentimento, cumplicidade e nos sentirmos amadas, desejadas, valorizadas todos os dias por sermos exatamente como somos.
     Não há desculpas para não amar, não estar junto. 
     Não há justificativa para a ausência, falta de afeto, companheirismo, quando se diz amar.
     O amor não tem relógio e não tem a mínima noção de tempo, lugar, espaço. Ele surge, ele é... quando verdadeiro. 
     Você pode levar uma vida inteira se ferindo em espinhosos relacionamentos e simplesmente descobrir que tudo foi apenas uma lição da vida, porque seu único e verdadeiro amor estaria a sua espera no momento certo, quando você já estivesse preparada para recebê-lo, como um presente sabe? Aquele do lindo e enorme laço vermelho, que você vai desfazendo com um largo sorriso no rosto até a maravilhosa surpresa de abri-lo. 
     E você vai se questionar: "puxa! porquê depois de tanto tempo?" 
     Na verdade, irá se perguntar dia após dia, como se não quisesse aceitar tão facilmente que aquela pessoa, lá de trás, que fez parte do seu passado, poderia ser e completar o seu presente, a razão das alegrias dos seus futuros dias, até o fim da sua vida.
      Você vai chorar, se lamentar, passar noites em claro, porque no passado talvez tenha se negado em aceitar o que a vida já tinha deixado traçado, escrito: um caminho só, para vocês dois.
     E por mais que tenham surgido obstáculos, que o convívio possa não ser pleno/real, que as dificuldades existam e que não seja justamente como nos bons e belos contos de fadas, a história é única, apenas de vocês e ainda que não seja perfeita, é verdadeira e tem um ingrediente fundamental que nem mesmo os contos de fada têm: o amor. 
     Assim é o encontro de almas que se completam.
     Não questione mais, não se negue ser feliz. Aceite e dê o melhor que o amor pode lhe proporcionar: momentos plenos, sorrisos compartilhados, aquele abraço que mais parece um porto seguro, a voz amiga e leal que tanto esperamos em algumas passagens da vida...
     E não desista! Porque se a vida fez todo esse percurso para voltar ao início e lhe presentear com o que você merece, não foi à toa. Pode até não dar certo, afinal, amor não tem prazo de validade e não oferece garantias. 
     Mas pelo menos, você se orgulhará de ter tentado. ;)       

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Simples assim...

Chega um momento em que você só quer paz, boa companhia e tranquilidade; alguém disposto a lhe ouvir e ser abrigo quando tudo parece desabar ao seu redor. 

Você deseja dar um basta nos amores complicados e cansa das paixões desenfreadas... aquelas tais com prazo de validade. 


Você, então, quer alguém que compartilhe contigo a tão desejada paz e que lhe traga paz, com quem divida boas e deliciosas risadas, te abrace sempre forte, seja companheiro (a) e que, não precisa dizer que está ali do seu lado, afinal, você sentirá sua presença, mesmo quando ele (a) não estiver ali.

Isso tem nome!

sábado, 14 de julho de 2018

Adeus amigo!

Do mesmo jeito que apareceu, ele também foi embora. Com a mesma alegria e carregando no peito aquela inesgotável disposição. Ficou pouco tempo. Mas foi o suficiente para me encantar e, logo, deixar meu coração apertado ao vê-lo ficando pequenininho através da distância.
O portão se abriu para o carro passar e ele foi saindo pelo cantinho. Nada planejado, pois ao me ver saltou com a mesma felicidade de sempre. Até convidou-me a brincar, mas aproveitou minha distração com a Hanna (nossa labradora) para ganhar a rua e a liberdade sempre desejada.
Saí atrás dele, mas foi tomando cada vez mais distância. Quanto mais eu chamava, mais ele corria para longe. Andei alguns metros e desisti. Percebi que era em vão tentar prender o que não nos pertence. E ele nunca foi nosso, embora eu quisesse muito que fosse.
Eu fiquei triste, mas não impedi sua partida. Não é assim que a gente faz com quem a gente gosta? Pelo menos é assim que as mães fazem com os filhos que crescem e tomam seu rumo. É assim que os casais equilibrados fazem quando um resolve ir embora. Só deixa ir, mesmo que sinta falta. Mesmo que haja dor. Mesmo que a gente se apegue muito. Mesmo que a gente tenha planos para aquele ser tão querido. Foi assim com ele, mas querer bem é querer o outro sempre feliz. Né?
O pouco tempo que ficou, Fred (como já o chamávamos) movimentou nossas vidas. Fez sucesso nas redes sociais, encantou cadelinhas inocentes, assombrou os vizinhos, deixou frutos. Essa deve ter sido apenas mais uma de suas aventuras. Seu espírito era livre demais mesmo para se contentar com um quintal.
Só espero que tenha encontrado seu lar original. Se ele realmente lembrou o caminho de volta pra casa, bom, alguém deve estar muito feliz com seu retorno. Torçamos pra que tudo dê certo para nosso adorável labrador fujão.

A insegurança faz qualquer relação ruir

Entre os muitos riscos pelos quais uma relação está fadada, a insegurança de um dos dois envolvidos talvez seja a pior prova, aquela que possivelmente definirá se ambos seguirão uma vida juntos ou se colocarão um ponto final em uma história escrita lá atrás e que envolve tantos sentimentos.

De repente, duas pessoas que juraram amor e uma vida inteira juntos, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, todos os dias de suas vidas, deflagram uma guerra no território que deveria ser abrigo da família e cada dia que passa, vira um tormento. 

Para quem está de fora, pode parece uma crise superficial, como tantas que as quais o casal já sobreviveu e saiu delas ainda mais fortalecido. Mas para ele e ela, todas as tentativas se esgotaram e o convívio passa a ser uma obrigação, diante dos filhos, das famílias, dos amigos.

Um dos dois sabe que cedendo e aceitando tantas coisas, talvez consiga com que a relação sobreviva por mais algum tempo, mas permanece irredutível, porque já teria passado por crises antes e em todas as reconciliações, as promessas de mudanças eram as mesmas. No entanto, nada acontecia até que chegou ao limite, ao ponto final.

O outro, por sua vez, também não recua, não cede e trava uma batalha de egos feridos, corações partidos e um pouco de arrependimento, claro. Ninguém casa com a intenção de separar. Ninguém permite que alguém passe a fazer parte de sua vida e, de repente, se vê refém, infeliz, coagido por quem acreditava amar.

Não que o amor tenha acabado como num estalar de dedos. Esta mágica não existe, não em nosso mundo real. Ainda existe sentimento entre os dois capaz de uni-los novamente, mas a queda de braço parece ter mais valor na intenção de levar as desavenças até que um erga a bandeira branca e declare fim a uma batalha de onde não sairá um vencedor. Contudo, deixará cicatrizes imensas e ainda mais difíceis de fechar. Feridas que poderiam ter sido evitadas, não fosse a tal da insegurança e o fato de não aceitar o outro como ele é.

O fato é que nenhuma relação vem com garantias, mas antes de se jogar de cabeça, você pode analisar tudo a sua volta, como o outro é, se será capaz de lhe aceitar como exatamente como é, assim como você fará ao aceitar que alguém passe a fazer parte da sua vida, do seu mundo.

Decidir se unir a alguém por acreditar que mudará suas manias ou fará com que abandone seus vícios é um risco muito grande. O outro pode até mudar em alguns aspectos, mas não porque você deseja e sim porque ele chega a este pensamento sozinho. Um exemplo. Você não fuma, detesta cigarro, porém, seu companheiro é fumante desde que se conheceram, lá atrás, na época da faculdade. Ele também aprecia uma boa bebida, mas você nem se atreve a pensar na possibilidade de lhe fazer companhia. Tudo isso, você tinha conhecimento. Se lançou não só na relação, como no objetivo de mudar a vida do outro, fazendo com que pare de fumar e não beba mais.

Em algum momento da vida, você percebe que alcançou pelo menos um objetivo. Ele parou de fumar. A bebida continua sendo o motivo de desentendimentos frequentes, até que a crise se instale e tudo passa a ser difícil entre os dois, desde o diálogo maduro ao convívio civilizado.

 Ela não cede e ele fica indiferente, afinal, em sua cabeça, pensa que se ela o conheceu com todos estes "defeitos" e quis passar por cima de todos eles em nome do amor que os unia, se questiona se não há algo a mais nos pensamentos dela que a fizeram mudar de comportamento tão drasticamente, ao ponto do convívio deixar de ser prazeroso para ser tolerável.

Insegurança. Ela é a causa de nove em cada dez desentendimentos entre casais. Não é a bebida, o cigarro, o comportamento e sim, o sentimento de ameaça que ronda algumas mulheres que, ao invés de reconhecerem seu valor, se cuidarem e se amarem mais, buscam fora de si culpados para justificar o fim de uma relação.

domingo, 20 de maio de 2018

Dia do amor... dia de amar, mais e mais!

É dia dos namorados e o ritual se repete. É jantarzinho romântico pra cá, é florzinha pra lá, é balãozinho de coração voando pelas ruas, é cartão com direito a poema e dedicatória especial, é reserva na suíte premium do motel. Pode ser amor, mas também é comércio.
E eu nada tenho contra a data, embora ela tenha sido estabelecida para aquecer a economia. Nada tenho contra a comemoração, embora ela entristeça os corações solitários. Nada tenho contra o dia dos namorados, pois muitos casais precisam dela pra lembrar que possuem uma relação e um compromisso com alguém que lhes dedica amor em quase todos os dias do ano.
Sim porque amar é muito mais que um cartão em datas comemorativas ou de um buquê que você recebe na frente da família ou dos colegas de trabalho. Amor é aquilo que não precisa ser mostrado pra ninguém, nem em outdoors pela rua, nem em carro de som com música do Bryan Adams, nem em dedicatórias nas redes sociais. São aquelas pequenas atitudes do dia a dia, imperceptíveis para quem está de fora, mas gigantes para quem recebe.
Antes do romantismo, antes do sexo, antes de qualquer compromisso formal, o amor é cuidado. Amor é pegar no sono no sofá, em dia de frio, e acordar coberto por um edredom quentinho. É passar mal de madrugada e ter alguém pra buscar um remédio na farmácia ou pra te fazer um chá de boldo depois daquela ressaca. É ter alguém pra te dar bronca porque você anda descalço no piso. É ter um ombro macio pra chorar e confiar. É sentir que tem alguém a teu favor, mesmo quando o mundo todo parecer contra.
As demonstrações de afeto verdadeiro nada têm a ver com o dinheiro. São de graça e são simples. Sentir-se amado é reparar no outro um orgulho de ter você ao lado, mesmo que isso não seja dito. É ter alguém para dividir o dia. É não precisar se preocupar com a roupa que vai vestir porque o outro já te viu com o cabelo desarrumado, vestindo aquele pijama desbotado e, nem por isso, saiu correndo porta afora. É ter alguém pra sentir saudades ao longo do dia.
Há quem diga que o encantamento da paixão, com o tempo, transforme-se numa amizade mais profunda. Que seja amizade o nome então, mas que a sua essência não se confunda em meio a tantos outros interesses.
Não vamos fazer nenhuma apologia ao fim do dia dos namorados, nem vamos apelar para o clichê “que ele seja vivido todos os dias do ano…”. Então vamos apenas desejar que cada um de nós possa dedicar um pouquinho deste dia para refletir sobre a relação que cultiva e no que pode fazer de bom pelo outro. Que saibamos reconhecer que, mesmo diante de alguns defeitos terríveis e aparentemente incorrigíveis, existe algo neste ser que nos trouxe até aqui e que, de algum modo, nos fez ler este texto longo até o fim.
Sendo assim, feliz dia dos namorados pra mim, pra você, para o seu amante-amigo e também para a balconista da loja que, graças ao dia dos namorados, vai faturar um trocado a mais com a comissão deste mês. Então, um viva ao amor! Ao seu, ao meu, ao dela e ao de quem ainda está a procura.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Existo, logo... posto!

Não temos mais interesse na vida real. 


Iniciamos um assunto, seja ele trivial ou realmente importante e, dez segundos depois, o indivíduo já dispersou da conversa. Da noite para o dia nos vimos feito bobos falando para o nada. 

Faça o teste. Experimente contar uma história com mais de 140 caracteres. Pare na metade do assunto e espere pra ver se alguém percebe que ela ficou pela metade. Verás que raramente alguém se manifesta.

Viver tornou-se menor do que uma postagem em rede social. Existo, logo... posto! 

Sem perceber como e quando, nós incorporamos este mundo virtual onde só existimos se postamos algo. E para não ser esquecido e completamente ignorado da vida social, o ser humano se rende a essa extrema exposição do cotidiano e dos sentimentos. 



Será que isso é fruto do fato de não ter mais com quem compartilhar o dia a dia? Não sei. Mas torço para que não.

Existe tanto assunto inteligente, interessante na vida real para ser discutido, debatido que me  recuso a acreditar que as pessoas valorizem a audiência que uma bobagem que alguém posta em rede. Difícil aceitar que nosso valor seja medido pela quantidade de likes e compartilhamentos que recebemos na web. 

No entanto, assim somos “vistos” no mundo.  E no dia seguinte talvez alguém comente sobre a postagem do dia anterior e você consiga estender o assunto até uns 200 caracteres – não se anime muito, não está fácil pra ninguém competir com um celular conectado a um bom 3G/4G.

Nunca tivemos tantas pessoas sabendo de nós pela web e ao mesmo tempo nunca nos sentimos tão solitários no mundo. Esta é a realidade.

Nossa timeline parece uma competição de demonstrações de amor, felicidade, amizade e devoção. Mas pouca parte disso se manifesta no mundo real. Não me admira o índice de suicídios que vimos por aí. Especialistas no assunto dizem que um suicida dá pelos menos 16 sinais de que está passando por graves dificuldades emocionais. Mas quem é que enxerga?

Se não participamos ativamente de nenhum grupo no WhatsApp, não temos seguidores no Instagram ou no Facebook, então, nos tornamos ermitões desinformados e solitários. 

O consumo compulsivo de novas mídias é assustador, porém compreensível. Buscamos aqui, na palma de nossa mão, a amizade que se perdeu, quem nos ouça, nos compreenda, se interesse pelo que temos a dizer, alguém que reconheça nosso valor no mundo, que nos dê conselhos sobre a vida, divida suas angústias, nos diga o quanto somos queridos em nosso aniversário, repare na nossa roupa nova, na unha bem feita ou no corte de cabelo. Ai, ai...

Amizade virtual, felicidade virtual, vida virtual. 



Vive-se para ter o que mostrar na rede sobre a própria existência porque, pra grande parte de nós, viver tornou-se imensamente menor do que postar. Enquanto na vida real é raro encontrar uma agenda disponível para uma cerveja, na virtual sempre terá alguém conectado pra curtir aquilo que postamos. 

E a menos que se pague terapia para ter alguém que nos ouça, a internet parece ser o que nos resta.

Será que isso tem volta? Espero que sim! 

Enquanto isso, sigo aceitando convites dos amigos para tomar umas cervejas, em um plano bem real, tá?!? 😉

terça-feira, 4 de julho de 2017

Dê valor ao que realmente importa!

A vida a dois não é uma maravilha, beleza tal qual muitos pintam, cantam e fazem poesia. Aliás, difícil imaginar uma poesia/poema com um trecho narrando ou buscando rima para brigas, desentendimentos. 



Às vezes o que o outro precisa é apenas de alguém para lhe ouvir e, naquele momento, ter a certeza de que você só tem isso com quem lhe quer bem e não há alguém que deseja mais isso do que quem te ama verdadeiramente.

Amor nada tem a ver com dependência, apego, costume, acomodação. Amar não é um verbo para ser conjugado sozinho e tão pouco significa inércia. Amor é movimento constante, é transformar o seu mundo para receber o outro e fazer dele ainda melhor para que juntos, possam viver o que há de melhor no "querer bem". É ceder, compartilhar, dividir, somar, enfim, tudo que nos faça melhor enquanto ser humano em nosso benefício, mas também pelo o outro.


A vida é feita de momentos sim. Alguns extremamente maravilhosos, outros nem tanto assim. Mas faz parte de um todo e cabe a nós decidir o que pesará mais na balança de nossas vidas: tudo que nos fez felizes ou aquelas pequenas coisas que tentaram nos deixar pra baixo, tristes. Na realidade, os fatos têm a dimensão da importância que você dá a eles. A escolha é tão somente sua.


De tudo, apenas não temos o direito de nos sentir tristes por causa de alguém. Jamais culpe o outro por você estar se sentindo infeliz. Não transfira a responsabilidade, o compromisso de ser e sentir-se feliz para o outro. O propósito de alguém estar na sua vida, certamente, não é esse. Sentir-se feliz com o outro é fruto do que plantam juntos, resultado do que foi cultivado, cuidado para dar certo.

A verdade, e algo que levamos tanto tempo para descobrir é que somos muito diferentes. E talvez esteja aí toda a magia que faz o mundo ficar colorido quando estamos juntos, as tristezas desaparecerem como num piscar de olhos apenas com um sorriso do outro e aquela tão sonhada paz estar ali, bem nos seus braços, onde nos seus abraços me sinto tão bem, tão eu.