Primeiramente, as mulheres inteligentes sabem que nenhuma
mulher nasce inteligente. É fato!
As mulheres inteligentes também sabem que é possível
aprender a ser inteligente de duas maneiras: à maneira difícil e à maneira
fácil.
Em sua maioria, as mulheres inteligentes se tornam
inteligentes da maneira difícil, isto é, através de experiências pessoais que
deixam cicatrizes - recordações dolorosas de noites de insônia, lágrimas,
incertezas, raiva, insegurança e ansiedade. Elas aprendem sobre a vida, sobre o
amor e sobre os relacionamentos, mas pagam um preço muito alto por essa
sabedoria.
Nós temos certeza de que existe uma maneira mais fácil para
uma mulher se tornar inteligente - uma maneira mais fácil de aprender a ser
sábia ao lidar com os relacionamentos e não precisar passar por experiências
traumáticas que muitas vezes acompanham a aquisição desse conhecimento. Como?
Simplesmente ouvindo e assimilando as experiências de outras mulheres.
Assim como não se adquire inteligência sem aprendizagem, não
há sabedoria sem sofrimento, compreensão sem angústia e descobertas sem
melodrama. E como!
As mulheres inteligentes sabem que não precisam sofrer para
se tornarem mais inteligentes. Mas, ainda assim, muitas se aventuram no
sofrimento, talvez para conhecer suas limitações ou mesmo, infelizmente,
reafirmar sua... falta de inteligência, insegurança e falta de amor próprio.
Uma mulher inteligente sabe que o seu bem mais valioso é a
consciência de si mesma. Por isso, ela deve se auto avaliar, rever seus
conceitos, analisar a forma como vive e o que a faz feliz, completa, realizada.
Pesar os prós e os contras de viver a sombra de uma relação desgastada, fadada
ao fracasso e com prazo de validade.
Se uma mulher quiser se tornar inteligente, ela precisa
compreender o que isso significa.
Certamente, inteligência nada tem a ver com as roupas que
ela veste. Isso é moda, tendência, questão de bom gosto de cada uma, que condiz
com sua personalidade ou de um estilo próprio e, talvez, que tenha a ver ou não
com a sua idade (isso é importante!). Não cabe a uma mulher apontar ou definir
se a outra é ou não inteligente por suas vestimentas. Na verdade, quem assim o
faz não é nada inteligente.
Ser inteligente significa manter-se racional; deixar sua
inteligência controlar suas emoções, e não o inverso; confiar mais em seus valores
do que em seus hormônios; escolher relacionamentos que a façam feliz e permitam
que ela cresça – não aqueles que não acrescentam em nada e existem por
aparência em respeito a “princípios”. Na boa, viver assim é burrice!
Procurar e acolher pessoas otimistas e encorajadoras; manter
distância de relacionamentos que significam p-r-o-b-l-e-m-a e, por fim, afastar-se
de pessoas que tentam controlá-la ou a façam sofrer. Isso sim é ser
inteligente.
E, mais importante do que tudo, uma mulher inteligente
jamais se esquece de que ela é uma pessoa especial, com ou sem um homem em sua
vida e independe das roupas que veste, se usa roupas curtas, decotadas ou
lindas em um corpo escultural; se ela berra ou não para impor seus pensamentos
e defender suas ideias; se sabe apreciar uma boa bebida em excelente companhia
e sabe ‘deslizar’ em um salão de dança como se estivesse flutuando quando nos
braços de quem a ama.
Enfim, uma mulher não precisa usar burca (afinal, não
estamos na Arábia Saudita) para dizer que é inteligente e também não é a
“senhora da razão” por apontar quem possui atributos morais e éticos que pautam
a sua conduta como ser humano. Uma mulher sem escrúpulos é aquela que, em sua
insegurança, usa de qualquer custo e/ou qualquer meio, para se mostrar viva -
mesmo quando ‘morta’ por dentro -, quando se fosse realmente inteligente,
demonstraria com palavras e atitudes, e não definindo alguém.
Uma mulher inteligente não usa dos próprios fracassos como
esposa, mãe, amiga, irmã ou simplesmente, por ser humano para atingir outrem.
Ela é superior a qualquer coisa pequena que surja, aconteça em sua vida e que
possa lhe atingir de alguma forma. Quando faz isso, demonstra claramente sua
insegurança, a incerteza de estar no lugar certo com a pessoa errada.
E nada pior que uma mulher insegura. Ela vira uma espécie de
metralhadora descontrolada, uma pessoa amarga que, mesmo sendo bela, se
transforma na mais feia das criaturas e incapaz de ser amada, querida.
Portanto, mulheres inteligentes, usem a sabedoria
primeiramente em benefício próprio. A vida é tão curta para viver de picuinhas
num país que coloca a funkeira Valesca Popozuda como “pensadora” e cobra R$ 4
mil para fazer uma apresentação. Como a especialista em dançar e rebolar no
palco tem em média 35 shows em um mês, é possível garantir que arrecada, no
mínimo, R$ 140 mil mensais. Enquanto, por exemplo, nossos professores têm o
terceiro pior salário do mundo - abaixo do Peru e da Indonésia.
E então, vale a pena criticar alguém pelas roupas que usa ou
o jeito de falar?
Vale a pena ser inteligente, reforçar a fé e
cuidar da própria vida.