
sábado, 29 de março de 2008
“Nascer sorrindo, viver fingindo e morrer mentindo”

quinta-feira, 27 de março de 2008
Atropelando a felicidade

Muitas vezes escutei a frase “nunca corra atrás da felicidade, porque poderá passar por ela e não percebê-la”. Isso só acontece quando deixamos de perceber o mundo a nossa volta e nos preocupamos mais com o nosso “umbigo”, afinal de contas, a vida tem moldado as pessoas de uma forma tão egoísta que, na busca pelo tão desejado objetivo, atropelam quem quer que seja.
No entanto, não é só o egoísmo que nos afasta de quem nos ama ou de quem amamos e não temos coragem para dizer. Ou seja, além do egoísmo e da falta de coragem, temos um mostro ainda maior que habita dentro de alguns de nós e que vai corroendo até não sobrar mais nada: o orgulho.
É uma sensação de que se você ceder em determinado momento por causa de alguém, estará entregando os pontos, ou simplesmente “jogando a toalha”. Em uma forma mais sensata de explicar, parece que você está brincando de cabo de guerra, só que nesta disputa é apenas você quem segura as duas pontas da corda.
E por mais que tente, não consigo imaginar uma pessoa orgulhosa e ao mesmo tempo feliz. Analisando o relacionamento amoroso, por exemplo, vejo a figura de uma namorada ou esposa dedicada junto a um homem que jamais abrirá mão de algo pela felicidade alheia ou nunca será capaz de fazer alguma coisa que deixe sua parceira feliz. Tudo isso porque não existe a sensibilidade de se importar com o próximo, com o bem-estar alheio.
Quantas vezes você olhou o telefone em cima do móvel, segurou o aparelho nas mãos com uma vontade enorme de ligar para quem ama só para saber como está, se precisa de alguma coisa ou só para ouvir o som da voz? Se ficou apenas na vontade, você também tem um inimigo a derrotar dentro de si e que, ao invés de lhe fazer bem, achando que o mundo gira em torno de você, está lhe destruindo aos poucos.
Curiosas sofredoras

Se sabemos que o amor faz sofrer, porque a incansável insistência em querer ter alguém ao nosso lado? É insano e ao mesmo tempo punitivo insistir quando sabe-se que a resposta para o que procura ou o que deseja, será um não estridente e doloroso. E ai, valeu a pena tantas noites perdidas pensando nas coisas que poderia fazer ao lado de quem gosta se o sentimento não é recíproco?
O medo das pessoas em assumir seus sentimentos e vivê-los tem a capacidade de torná-los ainda mais vulneráveis do que se tivessem a firmeza de pensamento e uma decisão. Porque criar expectativas onde já foi um jardim florido e hoje nada mais é que um pedaço de terra infértil, incapaz de fazer qualquer coisa, incapaz de voltar a ser um imenso colorido?
Em seu egoísmo e na ânsia de livrar-se das situações e sentimentos que nos sufocam, pressionam e cobram, acabamos por atropelar chances que a vida nos apresenta como a oportunidade de experimentar ser feliz. Talvez seja a única chance e, em nossa ignorância, deixamos escapar como uma bela e rara borboleta que encanta e enche os olhos de quem tem a sensibilidade de apreciar sua beleza e coragem de enfrentar o mundo, quando muitos se escondem de uma simples e inofensiva chuvinha.
Até o mais forte dos homens é capaz de ver sua base tremer diante de pensamentos confusos e da falta de pulso para encarar a oportunidade de se deixar amar, sentir-se especial e único. Então, de que adianta demonstrar ser um paredão quando um mero sentimento consegue abalar suas estruturas?
Existe um imensurável abismo entre os sentimentos de um homem por uma mulher. Cada um avalia os obstáculos e dificuldades como é capaz de superar, enfrentar. Se um abismo para mim não é algo intransponível, para você pode ser o fim da estrada, a oportunidade para desistir e a chance que faltava para abrir mão de tudo – talvez até do que nunca pensou ter.
Esse texto é apenas um elogio aos homens de coragem, que não fogem a luta e não desistem dos seus sonhos. Que seus corações continuem espaçosos para caber tanto amor e sua vida sempre aberta a novas oportunidades. O medo pode até existir dentro de você, mas nunca abra mão do que sente quando não sabe ao certo se o que teme é real ou imaginário, como muitos que surgiram em seu caminho e o fizeram sofrer tanto, mesmo que em silêncio.
Portanto, seja feliz sem precisar fazer ninguém sofrer. Sua felicidade será em dobro ao saber que faz tanto bem a alguém.
A eterna guerra dos sexos

É comum numa conversa entre o casal, um deles falar: “Estou precisando de férias. Seria bom descansar longe de tudo e voltar renovado para o trabalho”. Você, do lado daquela pessoa com quem divide, além de sua cama, seus projetos de vida, simplesmente foi colocada de lado.
Enquanto no universo masculino torna-se tão fácil descartar o outro como a um objeto que não deseja mais entre dezenas que poderia substituir, no mundo feminino tudo permanece rosa, tranqüilo e a dois. A mulheres querem mais é conjugar muitas vezes o “nós”, como se estas três letrinhas significassem seu porto seguro, a garantia de dias felizes.
Nos salões de beleza os papos são sempre os mesmos: “Meu namorado não deixaria eu cortar os cabelos nunca”. “O meu não gosta de esmaltes escuros, por isso sempre escolho as cores mais clarinhas”. “Estou fazendo escova porque ele disse que vai me levar pra jantar hoje e sugeriu que fizesse algo diferente no cabelo”. Esses são verdadeiros exemplos de personalidade!
Nos bares, a conversa não tem um tom possessivo e, diferente do que as digníssimas pensam, elas não são o foco do assunto. Já viu homem conversando em grupo sobre a própria mulher? Nem em filme, pode acreditar! O assunto é mulher sim, mas as dos outros e o pronome mais usado é o “eu”, sozinho mesmo, entende?
Se tocar no nome da própria mulher numa roda de amigos, certamente vai ser para questionar o que fez de errado ou o que poderia fazer para melhorar alguma coisa. Já reparou que nada para os homens está bom? Sempre falta alguma coisa, por mais insignificante que seja.
Mas como viver sem esses cabeças-duras que fazem de um dia nebuloso o mais belo pelo simples fato de existirem
Acontece que, diante de tudo isso, o universo masculino não existe sem a gente, ilustres vidas inteligentes e sem as quais, jamais saberiam viver. E se não existíssemos, seriam eles e, possivelmente, uma televisão, afinal de contas, o aparelho não responde, não tem personalidade própria e eles conseguem controlar apenas por um botãozinho, pelo menos os que dominam a técnica
Carla Flávia
Até onde ir sem perder o encanto e o mistério?
Viver uma vida a dois é como brincar de amarelinha. O céu e o inferno moram perto, e você tem que tomar muito cuidado para não estacionar o pezinho na casa errada e voltar ao começo do jogo. Afinal de contas, como é que se faz para manter o mistério quando a gente dorme e acorda na mesma cama, quando o namoro vem tão firme que, na casa dos seus pais, ele tem lugar certo à mesa e participa do amigo-secreto natalino?
O "até que a morte nos separe" não é exatamente um caminho sem sustos e desgostos. Somos e seremos um pro outro esta matéria impenetrável, constante motivo de assombro, de dor e de alegria.
Uma união estável requer uma boa cota de intimidade, mas é preciso ler a bula antes.
Intimidade demais, aquela intimidade invasiva e triste, nossa! Tem uma lista de contra-indicações para amores de todas as faixas etárias. Aquele cara ao seu lado viu você viver uma série de situações lindas e um punhado de problemões, viu você vestida de noiva e urrando de dor na hora do parto. Viu você tantas vezes que pode, de olhos fechados, resumi-la, descrevê-la, adivinhar a cor do seu esmalte ou o seu medo mais escondido. Isso é uma alegria e um tremendo problema. Queremos sempre alguém que tenha algo de novo, que nos surpreenda e que se surpreenda conosco.
Daí que o tempo é uma montanha - pode impedir que a gente siga em frente, por ser alta demais, íngreme demais, pedregosa demais, ou pode nos levar até o céu, desdobrando lugares aos nossos olhos pasmos e enlevados de vertigem. O sucesso da jornada vem de saber seguir por esse caminho sem pisar no pé do outro. Desistir da montanha pode provar duas coisas: ou não valia a pena e o melhor mesmo é ficar à sua sombra, esperando companhia melhor para a jornada, ou a caminhada rumo ao seu cume não foi bem planejada. Afinal, tudo que é feito a dois requer uns planinhos e coordenadas, acordos simples que se renovam no decorrer da subida.
Os casais escalam a montanha todos os dias. É um trabalhinho lindo e complicado. Dividir casa, comida e roupa lavada. Dividir amor, décimo terceiro, sonhos, garagem e banheiro. Dividir as gavetas daquele closet pequeno demais. Dividir os medos. E as vontades. Você vai primeiro que eu vou depois. Dividir os silêncios. Guardar pequenos segredos. E pensamentos. Ai, como é importante ter seu pequeno manancial de coisas pessoais. Ai, como é importante aceitar o mistério alheio e seus reveses.
Como o Pequeno Príncipe, sempre pode nascer um baobá no nosso planeta e acabar com tudo. A nossa rosa pode morrer de sede e quem sabe, tolos, nem notaremos. Como o planeta é nosso, como a rosa foi plantada a dois, ai, meu Deus, é preciso falar sobre os dois exaustivamente. É preciso prevê-los, reformá-los, colori-los e organizá-los duas vezes por semana.
Aí você se pergunta: mas como é que vai haver mistério neste outro que vive ao toque da minha mão? Como vai haver encanto em cuidar desta mesma rosa, em habitar este planetinha para sempre, esta montanha, esta casa, este contrato de casamento?
Decifrar o nosso amor não é devorá-lo. Temos, que nos moldar uns aos outros, e não nos intrometermos a ponto de não sabermos mais com que pernas, no caso de um contratempo, devemos partir. Cada um com as suas angústias, pernas e segredos.
Como um chef que guarda a sua receita num cofre, guarde também um pouco de si. Não há nada de egoísmo nisso. Guardar é preservar, e quem preserva, tem por muito tempo. Tenha para dar ao seu namorado, marido ou amante. Tenha para os anos. Tenha para quando chegar ao cume da montanha, servir num piquenique com vinho e toalha xadrez. Viver juntos não é viver grudados.
Não há poesia que resista ao outro usando fio dental na nossa frente. Essa máquina que é o corpo humano guarda lá suas pequenas miseriazinhas, e é para isso que existem as portas e as chaves. A mente humana também merece os mesmos segredos. Amar não é dizer tudo, tudinho. Amar é viver neste jogo de erros e acertos, colocando cartas na mesa e escondendo outras. Amar é a dança dos sete véus.
Com o tempo, caem os mistérios. Com mais tempo ainda, caem outras coisas. Não adianta. Nem tanto ao céu, nem tanto à terra. É preciso saber acertar a pedra na casa certa desse jogo de amarelinha. Esconder um pouquinho e, mais ainda, é preciso não dizer tudo o que se sabe do outro. Ninguém quer ser explicado, a gente quer é ser entendida. A gente quer é amar e se sentir amada.
Carla Flávia
25 de setembro de 2006.
Quem entende a cabeça dos homens?

E, quando você entra num bate papo na Internet, conhece um cidadão e inicia-se então o tão cansativo ritual do conhecimento: “oi”, “de onde?”, “quantos anos?”. Tá bom. Ficou interessante porque é mais ou menos o tipo legal para passar um tempo e, que bom, você teve a sorte de encontrar um que saiba conversar. Acredite, isso já uma vitória.
Papo vai, papo vem e o tempo vai passando. Chega um certo momento em que você vai ficando saturada de imaginar alguém por uma tela, até o rapaz decidir descrever suas características físicas e profissionais. Ótimo. É nessa hora que você pode ser tudo, basta ter uma imaginação fértil – não que seja o caso do rapazinho.
Terminou o papo e já no outro dia, ele tenta novo contato. Tudo bem, mas calhou de naquele dia você não está de bom humor para falar com ninguém, nem ao menos dar boa noite. O coitado insiste e as perguntas parecem bombardear: “o que fez de bom hoje?”; “disse que me conhecia, lembra de onde?”. Ai, não tive como evitar. Respondi que lembrava sim. Ele aproveitou a deixa: “deve ter sido de alguma novela”. Contei até quanto consegui e respondi: “mulheres inteligentes não assistem novela”. Ele indagou: “teria sido de um filme então?”. Depois de saber os atributos físicos e já ter visto uma foto, falei: “deve ter sido sim, adoro filmes de terror”. Ele voltou ao assunto: “mas eu gosto de novelas”. Antes de mandá-lo desconectar, tive que educadamente responder: “querido, você já nasceu homem, querer ser inteligente é o mesmo que pedir um milagre, uma graça divina”.
Não é piada e muito menos historinha. Esse é o trecho de uma conversa entre dois adultos, na Internet, de um homem beirando seus 44 anos e de uma mulher de 30. E tem muita gente que acha difícil, complicado o relacionamento homem e mulher. Tem razão, porque uma mulher com o mínimo de inteligência + um homem de QI zero é = a um monólogo.
Falta tempo até para amar!

Os desencontros acontecem bem mais que os encontros e os reencontros são ainda mais complicados, cercados de cobranças, pressão e mágoa. No corre-corre diário, se torna impossível dedicar ao outro a quantidade de tempo que você reconhece merecer e a até mesmo, a mínima necessária para fazer com que as coisas pelo menos caminhem bem entre os dois, sem conflitos.
O trabalho suga, a cobrança intensifica as exigências e a perfeição ambicionada não chega ao mais alto grau de excelência. Mas se fosse só isso, talvez existisse um meio de dividir esses problemas e resolvê-los por partes. E seria ainda melhor se nos relacionamentos pudesse ser feito da mesma maneira, tão simples como aceitar estar distante de quem se ama sem sentir uma dor sequer.
O mundo mudou muito. As pessoas acompanham o ritmo, porque sabem que devem se adequar ao planeta e não ele aos seres humanos. Talvez o amor ainda seja, em algumas pessoas, o sentimento capaz de demonstrar a pureza de cada um, mas se o ignorarmos tão somente, seremos mais um numa multidão.
Ninguém quer contrariar seu parceiro, todos nós tentamos agradar, só que nem sempre conseguimos. E acabamos fazendo coisas que machucam, porque não conseguimos aceitar facilmente tanto os defeitos quanto as qualidades do outro. Mas, amor é aceitação.
Quase não achei tempo pra escrever esse texto. Acredita? Pois é.
Tenho certeza que nossa absoluta falta de tempo nada mais é do que uma desculpa. Atrás dela nos escondemos e nos esquivamos de muitas coisas. É a desculpa perfeita! Porque você acredita tanto nela, e porque passa muito tempo pensando e dizendo que falta tempo, que ele começa a ficar escasso. E como todos vivem nessa mesma situação, um acredita na falta de tempo do outro. Consegue perceber como a desculpa ficou perfeita e natural?
E essa terrível falta de tempo domina nossas vidas, domina nossas atitudes, nossas escolhas e até mesmo nosso tempo. Falta tempo pra comer. Falta tempo para visitarmos parentes queridos, aliás, falta tempo até para dar um telefonema e dizer que estamos com saudades. Falta tempo para ler, estudar, aprender coisas novas.
Falta tempo pra dar um beijo de verdade no seu amor e dizer o quanto ele é importante pra você. Falta tempo pra ouvir suas dúvidas e seus medos, e falta tempo até para perceber o quanto o ama. Falta tempo até para apoiá-lo em seus momentos difíceis. Falta tempo pra passear de mãos dadas, conhecer lugares novos, ou simplesmente contemplar o pôr-do-sol. Falta tempo pra sonhar e acreditar em nossos sonhos. Falta tempo até para perceber a falta de tempo que temos.
Estranho mesmo é escrever sobre o tempo, enquanto ele passa. E passa, e passa…
Um motivo para viver
Passamos anos batendo na mesma tecla, porque acreditamos naquilo que defendemos e queremos, seja para apenas massagear nosso ego ou então, com a importante missão de ajudar o próximo oferecendo melhor qualidade de vida a pessoas que ao menos conhecemos, mas que sabemos que através do nosso trabalho, terão uma existência mais digna, encarando as indiferenças e o preconceito de cabeça erguida.
Passam dias, meses e anos, porém, a capacidade de acreditar nos sonhos e lutar por eles, jamais nos abandona. Não importa a idade quando se fala em projetos de vida, pois seja aos 20, 30, 40 ou aos 60 anos, ainda assim, você terá a mesma determinação e força de vontade para realizar seus sonhos. Basta não desistir deles.
Até hoje, seis anos depois que a Equoterapia surgiu em minha vida, não sei o motivo que me levou até ela, mas entendo como uma missão que Deus, bondosamente, colocou em meu caminho. De uma hora para outra, sem saber o porquê, estava lá, nos cursos de Equoterapia, cercada por profissionais de várias áreas e, o que é mais tocante, entre crianças, adolescentes e adultos com diversos tipos de deficiências físicas e ou mentais, que estavam ali porque acreditavam e depositavam suas últimas tentativas no anseio de poder desfrutar de uma vida melhor.
Minha formação acadêmica nada tem a ver com a Equoterapia, que é uma terapia feita com a ajuda do cavalo e que transmite ao praticante, inconscientemente, os movimentos que não aprendera ou que tenha desaprendido devido a alguma deficiência nata ou adquirida. No entanto, meu projeto de vida passou a ser única e exclusivamente o de ajudar essas pessoas, desde que a Equoterapia passou a ser o projeto de vida que até então, eu não tinha.
Descobrindo a diferença entre o real e a ilusão
Enquanto se é criança, a gente acredita em muitas coisas até perceber que nada daquilo era verdade, então, avançamos mais uma etapa da vida conhecendo a diferença do que é real, verdadeiro para o que é mentira, um mero engano dos sentidos. Nesse momento, também passamos a conhecemos a maldade do ser humano, criada dentro de si mesmo com o único propósito de destruir vidas inteiras.
Quando chegamos a fase adulta, que conhecemos sentimentos como o amor e o perdão, tudo em nossa vida muda e, felizmente, para melhor. Amar pode ser um efeito maravilhoso na existência de um ser humano, no entanto, a dor que muitas vezes causa nos corações, almas e corpos apaixonados, é avassaladora. Viver uma dor de amor pode não ser o pior e mais cruel dos sentimentos, porque quem passa por ele, embora esteja consumido por uma tristeza profunda que além de lhe tirar a paz, deixa todo um mundo sem cor e completamente sem sentido.
E como saber se está vivendo um amor? Existem várias maneiras de amar, mas o amor verdadeiro faz você ter a sensação de estar ancorado num porto seguro, o sentimento de morar dentro do outro e não de estar só de passagem. O amor não tem uma definição, talvez porque seja impossível passar para o papel ou simplesmente transformar em palavras algo tão mágico e raro que acontece na nossa vida.
Se dependesse da vontade de cada um, só conheceríamos o amor, mas o mundo nos deu a possibilidade de que junto com este nobre sentimento, pudéssemos sabiamente aceitar que somos seres falhos, que erram, mas que possuem a capacidade de reconhecer, aceitar e perdoar o desvio do bom caminho.
Nem todos têm corações tão nobres que conseguem perdoar. Do alto de sua imponência julgam, classificam e condenam, sem olhar para os próprios erros do passado. A balança da vida tem sempre dois pesos e, em algumas situações, temos que escolher entre o certo e o errado, entre a verdade e a mentira e, entre o bem e o mal.
O caminho para uma vida feliz passa pela estrada da tristeza, do sofrimento, angústia e das indecisões, no entanto, só encontra morada se passar pelo perdão, porque não há como conhecer ou viver o amor se ainda não for capaz de colocar em prática o sublime dom de perdoar.
É assustador amar. É como pular de um avião em pleno vôo, ou seja, uma sensação única, entretanto, o risco de vivê-lo é intenso. Portanto, se existe a chance de você perdoar a quem te fez mal, perdoe, mas faça isso de coração aberto, perdoando do fundo de sua alma para que mais tarde não haja cobranças. Afinal de contas, todos sabemos que, na vida, se aprende mais com dez dias de agonia do que com dez anos de felicidade.
A vida é mesmo cheia de contradições, de paradoxos. Tudo é aproveitável, mesmo as decepções, os reveses, as frustrações, porque é a forma como reagimos às perdas que determina nossa trajetória.
Carla Flávia
“Cuide bem do seu amor... seja quem for”
Não importa o quanto ou como você ama, porém a cada segundo isso é colocado à prova, como um teste de resistência. Pelo menos para uns, porque para outros, pode parecer um copo d’água que espera as últimas gotas para transbordar ou uma bomba, prestes a explodir a qualquer momento.
Os relacionamentos são como caixinhas de surpresa. No primeiro instante, você está louco para abrir e saber o que tem dentro. No entanto, depois que abre, descobre não ser a maravilha esperada. Não que exista culpa de uma das partes, mas por não saber viver cada experiência nova ou se adaptar ao diferente ritmo da outra pessoa.
Então, começa a rever os erros do passado, a recordar mágoas vividas e saber que aprendera, no momento preciso, a pedir desculpa, perdoar. Essas são duas peças fundamentais para que a vida de um casal seja próspera, feliz e o amor, um sentimento em constante crescimento.
Amar não é fácil. Exige dedicação, doação, compreensão, companheirismo, amizade, cumplicidade e muita, muita paciência para aceitar os erros do outro, seu ritmo de vida, seus desejos e, principalmente, sua privacidade.
Ontem, você pode ter amado intensamente e vivido uma dor terrível, uma perda que parecia irreparável. No entanto, a vida lhe mostra que tudo vem até você no momento certo, quando estiver preparado. Nenhum peso lhe é dado sem que seja capaz de carregar e sempre que isso acontecer, deve ser entendido como um ensinamento.
A vida a dois é mágica, intensa e rica de acontecimentos e fatos que a marcam para sempre. Saber ouvir e entender o outro é o segredo da felicidade e, às vezes, dizer o que pensamos ou queremos pode até magoar, mas deve ser dito para não ser adiado, reprimido ou transformado em outro tipo de sentimento, que não amor.
Não há melhor coisa que abraçar, beijar e acariciar quem amamos, como também não existe dor maior que estar com alguém sem que exista amor. Portanto, se você tem quem ama e retribui da mesma forma, renove este amor a cada dia e cuide para que, assim como uma flor, ele não morra por falta de zelo.
O corre-corre do dia-a-dia tem nos tirado muito do que podemos dedicar a quem amamos. Às vezes, ao menos conseguimos amar com tamanha intensidade que sabemos ser capaz, embora não percebamos.
O trabalho, as cobranças do chefe, a rotina e até a falta de novidades, de renovação, minam, corroem o amor, destruindo parte por parte de algo tão lindo e quando você percebe, é sempre tarde para juntar os pedaços.
Por isso, antes que se despedace, cuide.
Saiba dizer: “eu te amo”; envie flores sem que haja um dia especial para isso; mande mensagens de carinho; ligue ao menos para perguntar como o outro está ou surpreenda com simples momentos especiais.
A vida é curta demais para guardar mágoas, olhar cicatrizes do passado ou relembrar os erros cometidos. Guarde apenas o que lhe faz feliz e saiba dividir isso com quem você ama. Apenas isso vai valer a pena hoje e sempre.
I have a dream!
“I have a dream” (eu tenho um sonho). Essa frase foi imortalizada por Martin Luther King na década de 60, quando diante de uma multidão foi profundo e comovente em discurso sobre seu sonho de igualdade e justiça, num mundo onde todos os homens fossem criados iguais. Luther King morreu perseguindo aquilo que acreditava: seus sonhos. E nos dias atuais, até onde o ser humano vai e o que ele é capaz de fazer para realizar seus sonhos?
O verdadeiro sonhador é definido como aquele que acredita quando todos desacreditam; persiste, quando todos desistem; vive, enquanto os covardes, incapazes de sonhar, apenas sobrevivem. Ou seja, o verdadeiro sonhador enxerga além dos limites e é capaz de desafiar até mesmo o impossível na realização das suas metas.
Grandes sonhadores mudaram a história porque tiveram grandes projetos, provenientes de grandes sonhos. Lutaram, sofreram, viveram as perdas, no entanto, tiveram suas forças renovadas nas derrotas e os obstáculos fizeram renascer suas esperanças. Foi assim com Luther King, Thomas Edison, Abraham Lincoln, Sócrates, Platão, Agostinho e muitos outros pensadores.
Mesmo sem receber a confiança em seus sonhos e metas, existem muitos exemplos vitoriosos de que não se deve desistir ou desanimar. Henri Ford teve um sonho. Ele queria desenvolver o projeto de começar a construir carros. Não acreditaram em seu sonho, mas isso em nada mudou sua meta. A prova de sua persistência são os milhares de carros que rodam pelo mundo, nascidos de um sonho que nutria sua alma e mente, sem deixá-lo cair no desânimo.
Os sonhos fazem parte da vida de qualquer ser humano. Casar, ter um lar, ver os filhos cursando uma faculdade, conseguir fazer uma obra na casa, passar no vestibular, ser um grande profissional, comprar um carro, enfim, são tantos e de tão diferentes proporções, que seria uma lista interminável, porém, realizável.
De acordo com o psiquiatra Augusto Cury, autor do livro “Nunca desista de seus sonhos”, é possível destruir o sonho de um ser humano quando ele sonha para si, mas é impossível destruir seu sonho quando ele sonha para os outros, a não ser que lhe tirem a vida.
Portanto, sonhe e trabalhe incansavelmente para realizá-los, sem atropelar ninguém e sem deixar mágoas pelo caminho, porque quando alcançar o cume, depois de passar por cima de tanta gente, nada que fez valerá a pena.
“Nunca te vi, sempre te amei”
Vergonha, medo de magoar o outro ou de se expor são sentimentos penosos e naturalmente explícitos. Afinal, a maioria de nós está preocupada apenas em satisfazer a si mesmo, deixando o outro sempre em segundo plano. Esse é o reflexo de uma vivência passiva, egoísta e que acaba tornando infeliz não só o casal envolvido, mas todo um mundo que vive a sua volta.
Mostrar-se preocupado com a felicidade do outro e a maneira de fazer com que isso aconteça, é uma demonstração humana, simples e fácil de amor ao próximo, com quem divide suas alegrias, tristezas e dúvidas. Fazer o outro feliz não é uma obrigação ou uma imposição, mas talvez seja a forma mais propícia para trilhar o verdadeiro caminho da satisfação pessoal e da felicidade.
“Tu és responsável pelo que cativas”. Esta frase foi imortalizada na obra “O pequeno príncipe”, de Saint Exupéry, podemos ser responsáveis por quem cativamos ou escolhemos para amar, mas isso nunca deve ser entendido como uma obrigação de fazer o outro feliz.
Em algumas fases da vida, passamos por cima de problemas e fechamos os olhos para os sinais de perigo que surgem pelo caminho. No entanto, é sempre bom lembrar que assim como os relacionamentos, enfrentamos altos e baixos, mas devemos estar sempre conscientes de que o amor proporciona momentos de felicidade e encantamento, porém não oferece certezas e não há garantias de ser eterno.
Portanto, ame de corpo e alma, sem medir gestos ou atitudes de amor, porque a vida continua seguindo a lei do retorno e, se você dá amor, carinho e prazer, terá tudo isso de volta, seja com quem está hoje ou não.
“Por ser exato, o amor não cabe em si...”

O amor permanece, a paixão é passageira. E os dois sentimentos mexem profundamente com o coração, a alma e a rotina de qualquer um. Os dicionários jamais trarão na íntegra os significados desses sentimentos e apenas quem um dia experimentou, vivenciou ou dividiu, sabe a diferença e como explicá-los.
Talvez não exista, no vasto repertório de experiências humanas, nada que se compare a paixão. É um sentimento que nos faz viver momentos de expectativa, de excitação, de incerteza; que de uma hora para outra nos tira os pés do chão, deixando-nos “nas nuvens”. Mas esse “visto de permanência” no paraíso é sempre por tempo limitado.
Não sendo pessimista, no entanto, sem deixar de ser realista, a paixão pode acabar ou pode transformar-se em amor. Não se trata de uma escolha consciente ou de um fato premeditado; simplesmente, acontece. Enfim, paixão é emoção, amor é sentimento que “tudo espera, tudo crê, tudo suporta... o verdadeiro amor jamais acaba”.
E se a paixão é algo tão louco, desesperador, o amor é um pedaço do teu corpo entregue em outra alma. É o pensamento que vaga distante, quando o outro não está presente. É o jeito de falar com os olhos, sem precisar nada dizer.
Amar é saber que mesmo distante, tens teu coração junto ao de quem ama. Que podes penetrar no corpo, sem precisar tocar. É sentir que está perto, mesmo sem enxergar.
Como se as almas se encontrassem. Assim é o amor que nos faz sentir completo, pleno, cheio de forças e de sonhos. Que nos deixa sentir o toque, o cheiro, o gosto do outro, a respiração ofegar.
Amar faz crer que apenas um abraço sustenta, ampara.
O amor, o que é o amor nessa vida sem rumo, sem tempo certo?
Quem sabe o encontro da escuridão da noite com os raios do sol ou o nascimento da semente, que cresce para a vida, que faz crescer a flor, que exala o mais doce perfume e que se deixa morrer, para que dela outras possam nascer.
Pois é, o amor também rima.
Como a vida, que começa devagar, nos passos incertos de uma criança, depois continua na incerteza de passos ainda mais incertos. E por fim, se vê o caminho que o tempo não te deixou seguir, por não ter chegado a tua hora.
E quando é a hora de amar?
Que tal em todos os segundos que a vida te entrega, nas manhãs que o dia te chama e nas noites que o dia te cala?
Quer saber o que é amar ou quando está amando verdadeiramente, posso dizer que é quando teu coração se prepara para dar, não esperando para receber. Quando você se entrega, sem medo de perder.
Há muitas maneiras de amar e, como disse o escritor francês Albert Camus: “Se o amor fosse o bastante, as coisas seriam simples demais”. Portanto, cabe a cada um sustentá-lo e fazê-lo crescer, porque a vida é assim, acima de tudo, uma procura dos segredos do crescimento, e ninguém os conhece plenamente.O amor permanece, a paixão é passageira. E os dois sentimentos mexem profundamente com o coração, a alma e a rotina de qualquer um. Os dicionários jamais trarão na íntegra os significados desses sentimentos e apenas quem um dia experimentou, vivenciou ou dividiu, sabe a diferença e como explicá-los.
Talvez não exista, no vasto repertório de experiências humanas, nada que se compare a paixão. É um sentimento que nos faz viver momentos de expectativa, de excitação, de incerteza; que de uma hora para outra nos tira os pés do chão, deixando-nos “nas nuvens”. Mas esse “visto de permanência” no paraíso é sempre por tempo limitado.
Não sendo pessimista, no entanto, sem deixar de ser realista, a paixão pode acabar ou pode transformar-se em amor. Não se trata de uma escolha consciente ou de um fato premeditado; simplesmente, acontece. Enfim, paixão é emoção, amor é sentimento que “tudo espera, tudo crê, tudo suporta... o verdadeiro amor jamais acaba”.
E se a paixão é algo tão louco, desesperador, o amor é um pedaço do teu corpo entregue em outra alma. É o pensamento que vaga distante, quando o outro não está presente. É o jeito de falar com os olhos, sem precisar nada dizer.
Amar é saber que mesmo distante, tens teu coração junto ao de quem ama. Que podes penetrar no corpo, sem precisar tocar. É sentir que está perto, mesmo sem enxergar.
Como se as almas se encontrassem. Assim é o amor que nos faz sentir completo, pleno, cheio de forças e de sonhos. Que nos deixa sentir o toque, o cheiro, o gosto do outro, a respiração ofegar.
Amar faz crer que apenas um abraço sustenta, ampara.
O amor, o que é o amor nessa vida sem rumo, sem tempo certo?
Quem sabe o encontro da escuridão da noite com os raios do sol ou o nascimento da semente, que cresce para a vida, que faz crescer a flor, que exala o mais doce perfume e que se deixa morrer, para que dela outras possam nascer.
Pois é, o amor também rima.
Como a vida, que começa devagar, nos passos incertos de uma criança, depois continua na incerteza de passos ainda mais incertos. E por fim, se vê o caminho que o tempo não te deixou seguir, por não ter chegado a tua hora.
E quando é a hora de amar?
Que tal em todos os segundos que a vida te entrega, nas manhãs que o dia te chama e nas noites que o dia te cala?
Quer saber o que é amar ou quando está amando verdadeiramente, posso dizer que é quando teu coração se prepara para dar, não esperando para receber. Quando você se entrega, sem medo de perder.
Há muitas maneiras de amar e, como disse o escritor francês Albert Camus: “Se o amor fosse o bastante, as coisas seriam simples demais”. Portanto, cabe a cada um sustentá-lo e fazê-lo crescer, porque a vida é assim, acima de tudo, uma procura dos segredos do crescimento, e ninguém os conhece plenamente.
terça-feira, 25 de março de 2008
Dever cumprido, sempre!

terça-feira, 18 de março de 2008
Eu não disse?
Quem diria... Com orgulho, inicio com uma indagação que algumas pessoas detestam ouvir quando erram depois de terem sido avisadas. Há quanto tempo venho citando os absurdos que acontecem em Campos e, finalmente: A casa caiu! Uma semana depois do “telhado de vidro” cair aos pedaços junto com a casa, vamos aqui analisar a situação que deixou Campos envergonhada de possuir políticos tão sujos, sendo destaque em jornais nacionais e internacionais, pelo rombo que causaram aos cofres públicos municipais.
Mocaiber entrava dizendo que iria usar a verdade para combater a mentira e logo, logo, estava usando a mentira para fazer valer sua nova “verdade”. Ele dizia: “Eu dou cheque em branco aos meus secretários”. Mais uma mentira, pois o prefeito pensa: “A verdade não pode ser dita; preciso da mentira para que o sistema não caia, para que meu governo não se desmantele e para que eu me reeleja. Eu minto em nome de uma verdade maior!”.